O Banco do Brasil (BB) neutralizará as emissões de gases de efeito estufa geradas pela 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15). O encontro foi encerrado neste domingo (29), em Campo Grande, reunindo cerca de 2 mil participantes de diferentes países.
Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o evento teve como foco a discussão de ações globais voltadas à proteção de espécies migratórias e seus habitats, com a participação de representantes de governos, cientistas e organizações da sociedade civil.
A estimativa é que a conferência tenha gerado entre 2,5 mil e 3 mil toneladas de emissões de carbono, considerando fatores como deslocamento dos participantes, consumo de energia e estrutura do evento.
Para compensar esse impacto ambiental, o banco utilizará créditos de carbono provenientes de projetos de energia renovável, garantindo a neutralização do volume total de emissões. O processo consiste em equilibrar a liberação de gases poluentes com iniciativas que evitam ou reduzem emissões na atmosfera.
No caso da COP15, a compensação será realizada por meio de créditos certificados dentro do sistema da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, oriundos de projetos de energia solar apoiados pela instituição financeira.
As espécies migratórias — como aves, peixes e mamíferos — dependem de rotas naturais que vêm sendo impactadas pelas mudanças climáticas, o que reforça a importância de iniciativas que alinhem compromissos ambientais a práticas concretas.
Segundo o Banco do Brasil, seus projetos ambientais já evitam a emissão de aproximadamente 3,6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano. A instituição também apoia a preservação e recuperação de cerca de 1,4 milhão de hectares de áreas naturais, com meta de alcançar 2 milhões até 2030.
As ações incluem reflorestamento, incentivo à agricultura de baixo carbono e investimentos em energia renovável, considerados estratégicos no enfrentamento das mudanças climáticas.


