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RUPTURA CPX

Investigação aponta que letras de MC detalham funcionamento interno de facção em MT

Nickolly Vilela

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O cantor Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, conhecido como MC Mestrão, foi detido nesta terça-feira (31), em Cuiabá, durante a operação Ruptura CPX, conduzida pela Polícia Civil. Ele é investigado por possível ligação com a facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso.

As apurações indicam que, além de um suposto envolvimento em negociações e ocultação de veículos roubados, o artista passou a ser investigado também por conta do conteúdo de suas músicas. Segundo a polícia, as composições apresentariam referências diretas à estrutura interna e ao funcionamento da organização criminosa.

De acordo com os investigadores, as letras atribuídas a MC Mestrão não se limitariam a alusões genéricas ao universo do crime, mas incluiriam menções específicas a integrantes, lideranças e normas internas do grupo. Os conteúdos abordariam temas como hierarquia, disciplina e sanções aplicadas dentro da facção.

Entre os exemplos citados está a música “Brigou, é Salve”, que traria referências ao chamado “disciplina” e à dinâmica de ordens internas. Trechos da canção mencionariam punições para quem descumpre regras, além de possíveis represálias a rivais.

As investigações também destacam a existência de músicas que fariam alusão a pessoas apontadas como membros da facção, incluindo figuras de liderança regional. Um dos nomes citados seria o de um suposto tesoureiro do grupo, já alvo de outra operação policial.

A canção “Tropa do Nortão” também foi incluída no inquérito por mencionar diversos indivíduos ligados à organização na região norte do estado. Para a Polícia Civil, esse conjunto de elementos reforça a suspeita de promoção direta da facção, ultrapassando o campo da expressão artística ao exaltar símbolos, integrantes e a própria estrutura do grupo. O caso segue em investigação.

No campo territorial, os levantamentos apontam que a facção buscava consolidar influência no Complexo Residencial Isabel Campos (CPX) e em bairros próximos, com a imposição de regras próprias e monitoramento da circulação de pessoas e de atividades ilícitas.

Segundo a polícia, havia preferência para que membros da organização residissem na área, além da divisão territorial com responsáveis por regiões específicas, o que indicaria uma estrutura hierarquizada e a tentativa de estabelecer controle paralelo em partes da Grande Cuiabá.

Ainda conforme o inquérito, indivíduos que atuavam na região precisavam informar previamente suas ações aos responsáveis locais da facção, sob risco de sofrer sanções internas. A estratégia visava manter o domínio territorial e o controle das atividades ilegais.

As investigações também apontaram o uso de moradores como informantes, responsáveis por alertar sobre a presença policial e movimentações suspeitas, o que facilitava a dispersão de integrantes e dificultava operações das forças de segurança.

Segundo o delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, responsável pelo caso, esse tipo de vigilância forçada era empregado como mecanismo para sustentar o controle territorial e reduzir a atuação do Estado.

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