O ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin, confirmou a articulação que pode redesenhar o cenário político em Mato Grosso: a saída do deputado Eduardo Botelho do União Brasil para se filiar ao MDB. Leonardo deixou o cargo na noite de quarta-feira (1), para ser candidato a deputado estadual. Essa será a sexta disputa eletiva que irá participar.
Segundo Bortolin, a confirmação foi feita diretamente por Botelho, em conversa recente. A movimentação é vista como estratégica para fortalecer a chapa do MDB nas eleições de 2026, especialmente na disputa por vagas na Assembleia Legislativa. Ele acredita que com Botelho mais dois nomes de peso o acompanhem na migração da sigla.
O ex-dirigente ressaltou que o MDB já conta com uma chapa robusta, com 31 nomes colocados para a disputa proporcional, número que, inclusive, ultrapassa o mínimo exigido pela legislação eleitoral. Com a possível filiação de Botelho, a expectativa é ampliar ainda mais a competitividade do grupo.
“Com a vinda do Botelho, o MDB pode fazer até quatro deputados estaduais, porque ele deve trazer mais dois ou três nomes fortes”, avaliou.
Bortolin ainda ponderou que a dificuldade na formação de chapas não é exclusividade do MDB, mas um desafio generalizado entre os partidos. Ele citou o próprio União Brasil, sigla do governador, e o Podemos, que ainda enfrenta obstáculos na montagem de suas nominatas, especialmente para a disputa federal.
Durante as articulações, que envolvem lideranças como a deputada Janaina Riva, o MDB também trabalha na definição de nomes estratégicos, incluindo possível candidaturas de Jéssica Riva, irmã da parlamentar, que pode disputar s tanto para deputado estadual quanto federal.
Pré-candidato a deputado estadual, Bortolin também destacou o momento pessoal e político que vive. “Estou muito feliz nesse novo desafio. É a sexta eleição que vou disputar, e nunca estive tão entusiasmado. Estou energizado”, afirmou.


