Quatro relógios de luxo, incluindo peças da Rolex avaliadas em dezenas de milhares de reais, foram apreendidos pela Polícia Civil durante a Operação Mandato Espúrio, realizada nesta terça-feira (24), em Cuiabá. A investigação apura suspeitas de movimentações financeiras irregulares que ultrapassam R$ 1 milhão no Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT).
Entre os investigados está o suplente de deputado estadual e produtor rural Hugo Garcia (PSDB), que já presidiu a entidade.
Os relógios recolhidos chamaram atenção pelo alto valor. Pela identificação visual, um deles seria um Rolex Datejust, estimado em cerca de R$ 70 mil. Outro corresponde a um Submariner Date de luneta preta, comercializado oficialmente por aproximadamente R$ 96 mil.
A polícia também apreendeu uma peça semelhante ao Rolex Datejust 36, confeccionado em aço e ouro amarelo, cuja versão equivalente pode superar R$ 129 mil, além de um Submariner Date de luneta verde, conhecido entre colecionadores como “Starbucks”, avaliado em aproximadamente R$ 100 mil.
A ofensiva é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e foi autorizada pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na Capital.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas e proibiu os investigados de acessar as contas bancárias do Imafir-MT. A entidade é considerada vítima no inquérito e auxilia a Polícia Civil nas apurações.
Segundo a investigação, as suspeitas envolvem atos praticados durante uma disputa interna pelo comando do instituto. A polícia apura se movimentações financeiras foram realizadas por um ex-dirigente mesmo depois de ele ter sido impedido judicialmente de reassumir a presidência e representar a entidade.
O inquérito investiga possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica. Além do ex-presidente, um ex-diretor do instituto também é investigado.
A Polícia Civil busca agora esclarecer como os recursos foram movimentados, a destinação do dinheiro e se outras pessoas participaram das operações sob suspeita.














