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MEIO AMBIENTE

Do agro às queimadas: Pivetta, Fagundes e Natasha divergem sobre futuro ambiental em MT

Nickolly Vilela

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MEIO AMBIENTE
Do agro às queimadas: Pivetta, Fagundes e Natasha divergem sobre futuro ambiental em MT

Produzir preservando, transformar conservação em renda ou reforçar a atuação do Estado diante das queimadas e das mudanças climáticas. Os planos de governo de Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) apresentam caminhos distintos para a política ambiental de Mato Grosso nos próximos quatro anos, especialmente na forma como relacionam preservação, desenvolvimento econômico e atuação do poder público.

Em um estado que reúne três dos principais biomas brasileiros e, ao mesmo tempo, ocupa posição de destaque na produção agropecuária nacional, a relação entre crescimento econômico e preservação ambiental aparece, assim, sob perspectivas diferentes nos três planos apresentados para comandar Mato Grosso.

No programa de Pivetta, a política ambiental aparece diretamente relacionada à atividade produtiva. A proposta busca conciliar desenvolvimento econômico e preservação, com utilização de tecnologia, regularização ambiental das propriedades e mecanismos de controle e fiscalização.

A estratégia segue uma linha de continuidade da atual política estadual, colocando a sustentabilidade como parte do desenvolvimento econômico e da produção agropecuária. O programa também relaciona a preservação dos recursos naturais à modernização dos instrumentos utilizados pelo Estado para acompanhar e fiscalizar as atividades desenvolvidas no território mato-grossense.

Wellington Fagundes apresenta uma abordagem que associa conservação ambiental à geração de oportunidades econômicas. Entre as propostas está a criação do programa Renda Verde, iniciativa voltada à valorização econômica da preservação e ao desenvolvimento sustentável.

O Pantanal também recebe atenção específica no programa de Wellington. As propostas contemplam medidas direcionadas à proteção do bioma e procuram aproximar desenvolvimento econômico, conservação e geração de renda para quem vive nas regiões ambientalmente protegidas.

A lógica apresentada é utilizar os ativos ambientais de Mato Grosso também como instrumento de desenvolvimento, criando incentivos para que a manutenção da vegetação e dos recursos naturais possa produzir retorno econômico às populações envolvidas.

Já Natasha Slhessarenko concentra no enfrentamento de problemas como queimadas, desmatamento e efeitos das mudanças climáticas.

Seu programa prevê maior atuação do poder público no monitoramento ambiental e na prevenção de incêndios, além de políticas destinadas à adaptação do Estado aos eventos climáticos extremos.
A candidata também relaciona a agenda ambiental ao desenvolvimento sustentável e à necessidade de planejamento de longo prazo, considerando as características dos três biomas presentes em Mato Grosso — Amazônia, Cerrado e Pantanal.

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