A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, condenou o Santos a pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (22) pelo clube mato-grossense, que agora cobra o pagamento imediato do valor.
A dívida tem origem na venda do zagueiro Joaquim ao Santos, em fevereiro de 2023, e também em valores referentes à participação do Cuiabá na posterior negociação do defensor com o Tigres, do México.
Segundo o Dourado, a última parcela originalmente prevista venceu em janeiro de 2025. O clube afirma que posteriormente renegociou a dívida, inclusive abrindo mão de parte do valor que tinha a receber, mas o Santos teria quitado somente a primeira das cinco novas parcelas.
Diante da falta de pagamento, o Cuiabá acionou a CNRD em maio de 2025. A decisão favorável ao clube mato-grossense saiu 16 meses depois. O Santos ainda poderá recorrer ao Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA).
Em nota, o Cuiabá afirmou que recebeu a decisão “com respeito, mas não com alívio” e adotou um tom duro ao cobrar o pagamento. “Sentença não paga salário. O que o clube espera agora é o pagamento imediato”, declarou.
Mais de R$ 40 milhões a receber
O Dourado também aproveitou a manifestação para expor outras dívidas que afirma ter a receber de clubes brasileiros. Segundo o Cuiabá, os créditos acumulados ultrapassam R$ 40 milhões.
Entre eles está a negociação de Raniele com o Corinthians, cuja dívida foi incluída em um plano coletivo da CNRD. O clube mato-grossense afirma que uma parcela vencida em julho continua sem pagamento. A inadimplência do Corinthians no plano e as cobranças feitas pelo Cuiabá já haviam sido noticiadas no início de setembro.
O Cuiabá também afirma ter aproximadamente R$ 6 milhões a receber do Sport, pela venda do lateral Matheus Alexandre, e cerca de R$ 900 mil do Grêmio, valor que aguarda análise para inclusão em um plano coletivo de pagamento.
Segundo o clube, o acúmulo dessas pendências tem comprometido o caixa justamente na reta final da Série B. Na nota, o Cuiabá criticou o cenário e afirmou que seguirá utilizando os meios regulamentares para cobrar os valores que considera devidos.



