DETONOU HISTÓRICO
Pivetta diz que Wellington e Natasha estão combinados para atacá-lo: “São uma coisa só”
Gustavo Castro e Renato Ferreira
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que os adversários Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) têm a mesma origem política e estariam combinados para atacá-lo durante a campanha pelo Governo de Mato Grosso. A declaração foi dada durante o ato “Arrancada Pra Vitória”, realizado em Cuiabá.
“Eles são da mesma origem, os dois são da mesma origem, são parecidos, têm fundamentos comuns. Eu acho que eles estão, sim, combinados para me atacar, para denegrir minha imagem”, afirmou Pivetta.
Ao explicar a declaração, o candidato citou a posição dos dois adversários na eleição de 2018, quando ele próprio apoiou Jair Bolsonaro. Segundo Pivetta, Wellington e Natasha possuem a mesma base política e formação ideológica.
“Basta ver em 2018 quem é que eles dois apoiaram quando nós nos elegemos pela primeira vez. Nós apoiamos Bolsonaro declaradamente, eles não. Eles são da mesma origem, eles vêm da mesma base política, da mesma formação ideológica”, disse.
Pivetta também afirmou perceber uma atuação coordenada entre os dois adversários durante a campanha. “Então, é muito natural que eles se encontrem, vejo que eles estão trocando, um levanta a bola para o outro. Eu vejo que eles estão numa combinação e eu espero que continue, porque o povo está vendo que eles são uma coisa só”, declarou.
Críticas concentradas
A fala ocorre em meio a uma dinâmica de campanha na qual Wellington e Natasha têm concentrado críticas na gestão de Pivetta e evitado ataques diretos entre si. Um levantamento publicado nesta quinta-feira apontou que os dois não fizeram ataques um ao outro nas sete edições do horário eleitoral analisadas entre 2 e 18 de setembro, enquanto críticas ao governo de Pivetta apareceram nas propagandas dos dois candidatos. Nas redes sociais, entre 20 e 23 de setembro, Wellington publicou duas críticas à gestão estadual e Natasha, três.
Pivetta, por sua vez, afirmou que não pretende mudar a postura na reta final da campanha e disse que continuará participando dos debates. “Não vou deixar de ir, não vou deixar de cumprir meu dever cívico”, declarou.
O candidato também afirmou que sua estratégia é seguir apresentando propostas e o histórico de sua gestão. “Minha estratégia não tem estratégia, é viver um dia de cada vez. Estamos indo bem, a população está entendendo a nossa mensagem”, afirmou.
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