A Caixa Econômica Federal acionou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta quinta-feira (24) para tentar resolver o impasse com seus empregados, em greve desde 10 de setembro. A decisão veio após uma audiência de mediação realizada na quarta-feira (23) terminar sem acordo. A paralisação chega ao 15º dia nesta quinta.
O banco apresentou um pedido de dissídio coletivo, processo em que a Justiça do Trabalho poderá decidir sobre as condições em disputa caso as partes não cheguem a um entendimento. O protocolo da ação não encerra automaticamente a greve. Segundo o sindicato, os trabalhadores seguem paralisados enquanto aguardam orientações sobre os próximos passos.
O principal ponto de divergência é o custeio do Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados. A instituição apresentou propostas para alterar as contribuições do banco e dos beneficiários, mas os termos não foram aceitos pela categoria. Reajuste, participação nos lucros e tratamento dos dias parados também dependem do desfecho das negociações ou do processo no TST.
A Caixa afirma que buscou um acordo em diversas rodadas e que recorrer à Justiça oferece segurança jurídica às partes. Os representantes dos empregados defendem a continuidade da negociação. Mesmo após a abertura do dissídio, ainda poderá haver uma nova tentativa de conciliação antes de eventual julgamento.



