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Buzetti vê “cúmulo” em áudio de Medeiros e questiona proposta para barrar operações na eleição

Muvuca Popular

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A candidata ao Senado, Margareth Buzetti (PP), elevou o tom contra o deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) após a divulgação de um áudio em que ele afirma que seu eleitorado é formado por pessoas que “oram para alienígenas e bebem detergente”. Para Buzetti, a declaração ultrapassou os limites do debate político e representa uma falta de respeito não apenas com os apoiadores do parlamentar, mas com os eleitores de maneira geral.

A gravação teria sido enviada ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. O conteúdo não foi desmentido por Medeiros, que classificou a repercussão do caso como parte de uma tentativa de desgastar sua imagem durante a campanha.

“É uma falta de respeito com qualquer brasileiro, não só com o eleitor dele. Ele diz que o eleitor dele ora para alienígena e ainda toma detergente. Isso é o cúmulo. E ainda falando com o irmão do ministro. Isso é o cúmulo, é o fim da picada”, disparou Buzetti.

A senadora também aproveitou a repercussão do áudio para questionar outro episódio envolvendo Medeiros. No mesmo contexto, o candidato afirmou que procurou pessoalmente Gilmar Mendes, em Brasília, depois de receber informações de que poderia ser alvo de uma operação policial. Segundo Medeiros, o ministro teria informado que não havia investigação em andamento contra ele.

A aproximação chamou a atenção de Buzetti porque ocorreu após Medeiros defender publicamente uma mudança nas regras para impedir operações policiais contra candidatos nos seis meses anteriores às eleições. A proposta surgiu depois da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal e que teve o ex-governador Mauro Mendes entre os alvos.

Na ocasião, Medeiros argumentou que as operações poderiam ser realizadas antes do período eleitoral ou depois do pleito, desde que não houvesse prejuízo às investigações.
Diante da sequência dos fatos, Buzetti colocou em dúvida se havia relação entre a iniciativa legislativa e o receio manifestado pelo adversário de ser alvo de uma operação.

“Será que foi por isso que ele apresentou uma PEC dizendo que não podia fazer operação seis meses antes da eleição? Ah, vai se catar”, afirmou.

Para Buzetti, a sequência de declarações e acontecimentos coloca Medeiros em uma situação na qual, segundo ela, o deputado precisa prestar sucessivos esclarecimentos.
“Eu nunca tive que me explicar nada e ele tem que ficar se explicando o tempo todo”, afirmou a senadora.

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