DEBATE NA TVCA
Questionada por Fagundes, Natasha promete pagar 18,38% da RGA e reduzir alíquota de aposentados
Patrícia Neves/Renato Ferreira
A candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) afirmou que, se eleita, pretende estabelecer um cronograma para o pagamento do passivo de 18,38% da Revisão Geral Anual (RGA) reivindicado pelos servidores públicos estaduais. A declaração foi feita durante o debate da TV Centro América, na noite desta terça-feira (29), em resposta a uma pergunta do senador e candidato Wellington Fagundes (PL) sobre a valorização do funcionalismo.
Ao ser questionada por Fagundes sobre o tratamento dado aos servidores e o pagamento da RGA, Natasha afirmou que já assumiu o compromisso de negociar a recomposição das perdas acumuladas e garantiu que, em uma eventual gestão, pretende evitar novos atrasos nas revisões anuais.
“Sem sombra de dúvidas. Já me comprometi: vamos pagar a RGA, os 18,38%. Vamos ter um cronograma de pagamento. Não vai mais haver o não pagamento ou atraso das revisões anuais”, declarou.
A candidata também anunciou que pretende reduzir a contribuição previdenciária incidente sobre aposentados e pensionistas estaduais. Segundo Natasha, a valorização do funcionalismo passaria ainda pela criação de uma mesa permanente de negociação entre as categorias e o Poder Executivo.
Durante a resposta a Fagundes, Natasha também recorreu à própria trajetória profissional para defender os servidores. Ela afirmou atuar há 24 anos no serviço público de saúde e ser professora do Hospital Universitário Júlio Müller desde 2002.
“É o servidor público que faz o nosso Estado andar. O servidor público precisa ser valorizado, precisa ter diálogo com o Executivo”, afirmou.
Natasha ainda criticou a relação da atual administração estadual com o funcionalismo e mencionou declarações atribuídas ao governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ela, manifestações que considera depreciativas em relação às categorias atingem diretamente quem construiu a carreira no serviço público.
“Eu, como servidora pública, me sinto tocada também, porque trabalho no posto de saúde há 24 anos, sou professora do Hospital Universitário Júio Müller desde 2002. Machuca na alma, porque a gente sabe da importância que tem o servidor público para fazer com que o Estado consiga trabalhar”, disse.
Ao concluir a resposta à pergunta de Fagundes, a candidata afirmou que “políticos também devem se enxergar como servidores públicos, uma vez que recebem da população, por meio do voto, a responsabilidade de administrar o Estado”.



