'PELO BEM DA DIREITA'
Galvan revela que foi procurado para desistir da eleição ao Senado, mas diz que não vai recuar “nem um mílimetro”
Muvuca Popular
O candidato ao Senado Antonio Galvan (Avante) revelou nesta quarta-feira (30) que foi procurado por pessoas que tentaram convencê-lo a desistir da candidatura sob o argumento de que a decisão ajudaria a unir a direita. Durante entrevista promovida pela Aprosoja, ele afirmou que rejeitou a proposta e que seguirá na disputa até o fim.
“Ontem, realmente, recebi dois, três mensageiros que vieram com essa história para eu retirar a candidatura, pelo bem da direita, pelo bem do país. Eu não vou falar o nome de quem veio, nem de onde veio”, afirmou.
Questionado sobre os rumores de que poderia abrir mão da disputa pelo Senado, Galvan foi direto ao descartar qualquer possibilidade de retirada.
“Se tem alguém muito tranquilo, muito seguro e que não vai recuar um milímetro, sou eu”, declarou.
A entrevista fez parte da série promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) com candidatos ao Senado. Galvan participou da programação nesta quarta-feira (30), após Janaína Riva (MDB), em agenda que também incluiu Pedro Taques (PSB) e Mauro Mendes (União) no dia anterior.
Ao explicar a decisão de permanecer na disputa, Galvan afirmou que sua candidatura está relacionada ao papel constitucional do Senado na fiscalização dos demais Poderes. Ele defendeu uma atuação mais firme da Casa e citou a possibilidade de abertura de processos contra ministros que eventualmente tenham cometido crime de responsabilidade.
“Eu só estou nessa missão por conta disso. Se nós não trouxermos estabilidade de volta para o país, não vamos resolver o problema. Se houver ministro que tenha cometido crime de responsabilidade, tem que haver apuração e, se for o caso, o Senado precisa cumprir sua obrigação”, afirmou.
‘Voto de gratidão’
Galvan também criticou a atuação de parte dos atuais senadores e disse que a disputa deste ano não deveria ser tratada apenas como uma avaliação das administrações estaduais ou como uma escolha baseada em “voto de gratidão”.
“Nós estamos discutindo Senado Federal. O Senado tem uma obrigação que, na minha avaliação, a grande maioria dos que estão lá não teve coragem de cumprir. A minha parte eu vou cumprir lá no Senado, caso seja eleito”, declarou.
O candidato ainda apontou a insegurança jurídica como uma das questões que considera prioritárias e defendeu que os próximos senadores exerçam as atribuições previstas na Constituição.
Durante a entrevista, Galvan também fez questionamentos sobre adversários na disputa e citou investigações e processos envolvendo nomes da política de Mato Grosso. As declarações foram apresentadas pelo candidato como parte de seus argumentos durante a campanha.
Galvan disputa uma das duas vagas de Mato Grosso ao Senado nas eleições deste ano. Segundo dados oficiais da Justiça Eleitoral, ele tem Pastora Aline como primeira suplente e Saulo Patriota como segundo suplente.
Ao final, o candidato voltou a negar qualquer possibilidade de retirar seu nome da eleição.
“Não vou recuar um milímetro”, concluiu.
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