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“Querem apagar o brilho da direita brasileira”, diz Assis após ordem para cobrir bandeira no comitê
Renato Ferreira/Patrícia Neves
O deputado federal e candidato à reeleição Coronel Assis (PL) atacou o PCdoB e acusou o partido de querer “apagar a bandeira do Brasil” de seu comitê de campanha, em Cuiabá. A reação ocorre após uma decisão liminar da Justiça Eleitoral determinar que a pintura da fachada seja coberta ou refeita. Assis afirmou que sua defesa apresentou recurso e prometeu levar a disputa até a última instância.
“Quem busca lutar contra tudo isso quer apagar a bandeira do Brasil aqui do nosso comitê”, disparou. “Vamos até as últimas consequências com a nossa assessoria jurídica, fazendo os recursos para poder continuar usando esse que é um dos maiores símbolos, senão o maior símbolo da nossa nação brasileira.”
A decisão, proferida na quarta-feira (30), estabeleceu prazo de 24 horas para que o candidato cubra ou repinte a fachada do imóvel, localizado na Avenida Mato Grosso, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Segundo a autora da ação, o prédio, anteriormente azul, recebeu durante o período eleitoral uma pintura em verde, amarelo, azul e branco, remetendo à bandeira nacional.
Ao comentar a determinação, Assis apresentou o episódio como uma disputa política em torno dos símbolos nacionais. O candidato chamou o espaço de “Azulão Patriota” e afirmou que a pintura representa as cores do Brasil.
“Eu acho que o brasileiro não pode ter vergonha da sua bandeira, não pode ter vergonha do que significa esse que é um dos maiores símbolos nacionais que nós temos”, disse.
Questionado se considerava a medida uma falta de respeito ao patriotismo, o deputado voltou a criticar a esquerda e atribuiu ao ex-presidente Bolsonaro o incentivo ao uso do verde e amarelo em manifestações.
“Desde a época do presidente Bolsonaro, os brasileiros saem às ruas, usam a camisa verde e amarela, vão às manifestações de forma pacífica, mostram esse símbolo nacional e nós estamos aqui justamente para defendê-lo”, afirmou.
Assis disse que o recurso será encaminhado a Brasília. A declaração, porém, não informa a concessão de qualquer decisão que suspenda a ordem para alterar a fachada.
Na entrevista, o candidato também colocou o comitê à disposição de Flávio Bolsonaro caso a disputa presidencial avance para o segundo turno.
“Eu estou torcendo muito para que a gente possa vencer essas eleições no primeiro turno. Mas, caso isso não aconteça, nosso comitê está à disposição de Flávio Bolsonaro e vamos caminhar juntos para elegê-lo presidente do Brasil”, declarou.



