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ESTRATÉGIA NAS URNAS
Buzetti aposta no “segundo voto”, ignora pesquisas e entrega decisão aos eleitores: “Meu nome vai ser testado”
Muvuca Popular /do local Renato Ferreira
A senadora Margareth Buzetti fez do pedido pelo “segundo voto” sua principal estratégia na disputa pelo Senado e chegou ao dia da eleição apostando que o trabalho realizado durante o mandato poderá contrariar as pesquisas eleitorais. Ao votar neste domingo (4), acompanhada da família, ela fez um balanço positivo da campanha e afirmou que agora cabe aos mato-grossenses decidir seu futuro político.
“É com muita humildade. Eu pedi o segundo voto de todos. Foi uma campanha linda, uma campanha leve, uma campanha sem atacar ninguém. Eu não recebi ataque de ninguém. Então, para mim, isso é muito importante”, afirmou.
Esta é a primeira eleição em que Buzetti disputa diretamente o voto do eleitor com seu nome nas urnas. Ela assumiu o Senado como suplente de Carlos Fávaro e, agora, busca conquistar uma das duas vagas destinadas a Mato Grosso.
A senadora afirmou que procurou construir uma campanha sem confrontos e avaliou que o desgaste da população com a classe política exige uma mudança de postura dos próprios candidatos.
“As pessoas estão cansadas de política, cansadas dos políticos. Então, isso é algo que a gente precisa repensar, até na forma de fazer política”, avaliou.
Ao fazer um balanço da caminhada eleitoral, Buzetti destacou a receptividade que encontrou em diferentes regiões do Estado, citando passagens por municípios como Sinop, Sorriso e Rondonópolis.
“Cada voto, cada pessoa que chegou em mim e disse que iria votar, cada abraço que eu recebi, cada apoio é importante demais. […] Não existe eleição ganha, nem eleição perdida. Eu coloquei meu nome, tenho trabalho prestado, muito trabalho prestado. E aí a gente tem que ver o que a população decide”, declarou.
Buzetti também aposta na identificação do eleitorado feminino com sua atuação parlamentar. Segundo ela, o mandato priorizou ações direcionadas não apenas às mulheres, mas também às crianças, adolescentes e idosos.
“Eu espero que sim, porque foi um trabalho muito intenso em prol das mulheres, das crianças, dos idosos, dos adolescentes. Foi um trabalho para a família”, disse.
Incômodo com Mauro
Apesar do balanço positivo, a senadora admitiu ter ficado “triste” e “chateada” com a postura do ex-governador Mauro Mendes durante a campanha. Buzetti reafirmou que manteve apoio a Mendes como seu segundo voto ao Senado, mas disse ter tomado conhecimento pela imprensa de que ele esteve em outros palanques.
“Dizer que eu não fiquei triste, chateada, é mentira. Eu fiquei, porque em momento algum eu mudei de palanque. O meu segundo voto é Mauro Mendes e eu vou terminar essa campanha como eu iniciei. Saber pela imprensa que ele estava em outro palanque realmente não é agradável para ninguém”, afirmou.
Segundo Buzetti, os dois não chegaram a conversar sobre o episódio. Ainda assim, ela disse respeitar as escolhas políticas do ex-governador, mas reforçou que não muda de posição por conveniência.
“As pessoas têm o direito, o bom da democracia é isso, mas eu sou uma pessoa leal até ao que eu penso. Eu não consigo mudar por conveniência”, declarou.
Questionada sobre levantamentos que a colocam atrás de outros nomes na disputa, Buzetti minimizou os números e disse que a resposta definitiva será conhecida nas urnas.
“As pesquisas nem mostram meu nome. Então, vamos ver. A gente tem que esperar para ver a decisão do povo mato-grossense. Eu coloquei meu nome e ele vai ser testado”, concluiu.



