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‘DIAS CONTADOS’
Abílio diz que liderança “faccionada” ameaça moradores do Pedregal e defende ação contra criminosos
Gustavo Castro e Renato Ferreira
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou nesta segunda-feira (5) ter recebido informações de que uma liderança do bairro Pedregal estaria ameaçando moradores da região. Durante discurso, o prefeito disse que esse tipo de intimidação não será mais tolerado e afirmou que “acabou o tempo” das ameaças na Capital.
“Eu fui informado agora há pouco que uma liderança faccionada do Pedregal estava ameaçando moradores. E se eu souber que algum morador do Pedregal volta a ser ameaçado, ele vai contar com a publicação das notícias”, afirmou.
Na sequência, Abílio endureceu o discurso contra grupos criminosos e disse que as forças de segurança vão atuar contra as ameaças.
“Uma liderança faccionada fez isso. O que eu quero dizer com esse faccionado é que os dias dele estão acabando. E aqui no Mato Grosso, já está passando uma coisa. Aqui em Mato Grosso, aqui em Cuiabá, a Polícia Militar vai partir para cima das cidades”, declarou.
O prefeito ainda afirmou que “acabou o tempo” das ameaças e defendeu que integrantes de facções criminosas sejam tratados como terroristas.
“Chegou, acabou o tempo. Acabou o tempo das últimas ameaças do Pedregal. Chega. O Pedregal, assim que as coisas fizerem o trabalho de luta, vai colocar essas pessoas classificadas como terroristas”, disse.
Abílio também afirmou que moradores que se sentirem ameaçados não precisam se expor publicamente e relacionou a segurança pública ao cenário político nacional. Segundo ele, a população deve exercer o voto sem medo de sofrer retaliações.
“O voto é secreto. Se você está com medo, não precisa se manifestar. Não precisa discutir nada. Hoje, nós vivemos num narcoestado. Hoje, as facções dominam. Hoje, o governo federal apoia essas facções”, afirmou.
Durante o discurso, o prefeito também defendeu propostas para trabalhadores que recebem Bolsa Família e afirmou que o benefício deve ser mantido mesmo para quem conseguir emprego com carteira assinada, com um complemento de renda.
Abílio ainda criticou a esquerda e afirmou que a direita não pretende “liquidar” o grupo político adversário. Segundo ele, o objetivo seria garantir liberdade de expressão e, na avaliação dele, restabelecer o equilíbrio democrático por meio do respeito à Constituição.



