Apuração em Mato GrossoCarregando dados do TSE…Atualiza em 30s
FOCO NA PRESIDÊNCIA
Derrotado por Pivetta, Wellington prega união e fala em “500 mil votos a mais” para Flávio Bolsonaro
Gustavo Castro e Renato Ferreira
Derrotado na disputa pelo Governo de Mato Grosso no primeiro turno, Wellington Fagundes (PL) evitou avaliar os possíveis erros que levaram à vitória de Otaviano Pivetta (Republicanos) e afirmou que, neste momento, sua prioridade é ampliar a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
Wellington terminou a disputa em segundo lugar, com 430.442 votos, o equivalente a 23,19% dos votos válidos. Pivetta venceu com 1.128.000 votos, ou 60,77%, e foi eleito ainda no primeiro turno.
“Agora é muito cedo para essas análises. Agora o nosso foco é cuidar da campanha do Flávio Bolsonaro. Nosso grande desafio agora é fazer com que o Flávio tenha 500 mil votos a mais. Porque a somatória das duas coligações é isso”, afirmou.
A campanha de Wellington foi marcada pelo afastamento de algumas das principais lideranças do próprio PL em Mato Grosso. Prefeitos de cidades-polo deixaram de apoiar a candidatura e passaram a caminhar com Pivetta, movimento que ganhou força principalmente após Wellington fechar aliança com o MDB.
Apesar da derrota, o senador afirmou que pretende deixar as divergências eleitorais em segundo plano para concentrar esforços na disputa presidencial. Ele confirmou que participará de uma reunião em Brasília nesta terça-feira (6) e disse que um novo encontro está previsto para quarta-feira (7), com parlamentares eleitos e atuais deputados e senadores.
“Então, agora é superar a divergência do momento para pensar no Brasil e depois, claro, buscar aqui aquilo que a gente pode trabalhar pelo Mato Grosso. Eu sou senador da República e nessa linha vamos trabalhar”, disse.
Futuro no PL
Wellington também minimizou a possibilidade de perder espaço dentro do PL diante do surgimento de novas lideranças no partido em Mato Grosso. O senador afirmou que o crescimento da legenda e a chegada de novos nomes fazem parte do processo político.
“Olha, ninguém perde. A gente adquire experiência. O partido vai crescendo, é natural que outros cheguem, busquem espaço e assim vamos trabalhar. Então não é temer, ao contrário, se o partido for muito forte, melhor será para todos”, declarou.
O senador lembrou ainda que participou da articulação para que o empresário Odílio Balbinotti ingressasse no PL e chegou a ser cotado como candidato ao governo antes da definição de seu próprio nome.
“Eu fui uma das pessoas que convidei o Odílio Balbinotti para vir para ser candidato a governador. Eu fui o candidato a governador. Poderia ter sido ele, poderia ter sido outro”, afirmou.
Wellington também ressaltou o desempenho nacional do PL e disse que a legenda saiu fortalecida das urnas, com uma bancada expressiva no Congresso.
“Pedíamos a Deus e trabalhamos. Era para ter o maior partido do Brasil e, olha, felizmente nós temos e é natural que cada um quer buscar o seu espaço”, comentou.



