Apuração em Mato GrossoCarregando dados do TSE…Atualiza em 30s
MUDANÇA À VISTA
Ananias perde força após vitória de Pivetta e PL pode trocar no comando em MT
Muvuca Popular
O resultado das urnas deve provocar uma mudança importante no comando do PL em Mato Grosso. Enfraquecido após a vitória de Otaviano Pivetta (Republicanos) no primeiro turno da disputa pelo Governo do Estado, Ananias Filho deve perder a presidência estadual da legenda. Nos bastidores, o nome que ganha força para substituí-lo é o de Odílio Balbinotti, primeiro suplente de José Medeiros.
O desgaste de Ananias teria se intensificado durante a campanha eleitoral. À frente do partido, ele adotou uma postura de enfrentamento contra lideranças do próprio PL que decidiram apoiar Pivetta, mesmo com o senador Wellington Fagundes (PL) como candidato oficial da legenda ao Governo.
Em meio à disputa, Ananias chegou a ameaçar com punições prefeitos filiados ao PL que embarcaram na campanha de Pivetta em detrimento de Wellington. A estratégia provocou insatisfação dentro do partido, especialmente entre lideranças municipais que defendiam liberdade para construir alianças conforme a realidade política de cada região.
A vitória de Pivetta ainda no primeiro turno aprofundou o desgaste. O republicano conquistou 1.128.000 votos, 60,77% dos votos válidos, enquanto Wellington terminou na segunda colocação, com 430.442 votos, ou 23,19%.
Com o resultado, a avaliação interna é de que Ananias perdeu força política para permanecer no comando da maior legenda de direita do Estado. A pressão exercida sobre prefeitos e outras lideranças que optaram por Pivetta passou a ser vista como um movimento que isolou a direção partidária justamente de uma parcela expressiva da base municipal do PL.
É nesse cenário que Odílio Balbinotti aparece como o nome mais cotado para assumir o diretório estadual. Primeiro suplente de José Medeiros, ele teria como principal ativo a articulação construída em Brasília e o trânsito junto à cúpula nacional do partido.
A eventual mudança também representaria uma tentativa de reorganização do PL mato-grossense depois das eleições. A tendência é que a legenda busque unir prefeitos, parlamentares e lideranças do partido.



