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APOIO NO SEGUNDO TURNO
Mauro sobre contrapartidas para apoiar Flávio “Se chegar, eu serei contra”
O ex-governador e senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou que o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial deve ser firmado sem negociação de contrapartidas. Segundo ele, uma consulta prévia às principais lideranças do União Brasil e da federação União Progressista apontou ampla adesão à candidatura.
“Não existe nesse momento nada que chegou ao meu conhecimento nesse aspecto e, se chegar, eu serei contra. Eu não gosto desse tipo de negociação. Quando eu era governador, eu não gostava. Então eu não vou fazer com os outros aquilo que eu não gostava que fazia comigo”, afirmou, ao ser questionado sobre possíveis exigências ao candidato.
Mauro disse que participará das discussões partidárias em Brasília para definir o posicionamento no segundo turno. Conforme o senador eleito, a consulta envolveu dirigentes estaduais e integrantes das bancadas, incluindo parlamentares que conquistaram mandatos na eleição de domingo (4).
“Já existe uma consulta prévia feita com as principais lideranças, presidentes dos diretórios estaduais, senadores e deputados eleitos, e a grande maioria absoluta, senão a totalidade, está caminhando com o Flávio”, declarou.
Embora tenha tratado a adesão como praticamente certa, Mauro afirmou que a decisão será tomada no âmbito partidário e comunicada em uma reunião em Brasília. Na quarta-feira (7), a legenda reunirá Flávio Bolsonaro, parlamentares eleitos e atuais deputados e senadores para organizar a mobilização para o segundo turno.
“Então, muito provavelmente, ou quase que certamente, será essa a decisão que será tomada”, disse.
Ao explicar sua resistência à negociação de contrapartidas, Mauro voltou à experiência à frente do Governo de Mato Grosso. Segundo ele, além de não gostar desse tipo de cobrança, não permitia que a relação com sua gestão fosse conduzida dessa maneira.
“Eu, aliás, além de não gostar, eu não permitia. Então, nesse momento, é apoiar, é acreditar no projeto e é trabalhar para que o Brasil encontre um caminho melhor do que o que está sendo apresentado aí no momento”, afirmou.
O senador eleito também foi questionado sobre uma possível participação em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Na resposta, disse que sua intenção é colaborar com o projeto e indicou preferência por atuar em Mato Grosso.
“Não existe. Eu quero colaborar, apenas colaborar. Posso colaborar em qualquer lugar, mas preferencialmente vou colaborar aqui no estado de Mato Grosso”, declarou.



