O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) endossou nesta quarta-feira (7) a declaração da deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL-SP), que questiona a existência do feminicídio. Ao comentar o tema na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Cattani citou o assassinato da própria filha, Raquel Cattani, morta em julho de 2024 pelo ex-marido, Romero Xavier, condenado a 30 anos de prisão pelo crime.
Segundo o deputado, Raquel não foi assassinada por ser mulher, mas em razão do relacionamento que mantinha com o ex-marido e do fato de ele não aceitar o fim da relação.
“A minha filha não foi assassinada por ser mulher. Ela foi assassinada pelo relacionamento que ela tinha com uma pessoa totalmente desequilibrada que tirou a vida dela porque não aceitava o fim do relacionamento. Foi isso que a Eduarda Campopiano falou”, afirmou.
Questionado novamente sobre o feminicídio, Cattani afirmou que a classificação deve ser tratada como um agravante da pena e concordou com a possibilidade de enquadramento em situações relacionadas à violência doméstica ou ao vínculo entre vítima e autor.
“O feminicídio é um agravante que se coloca em cima da pena. Ela não foi morta por ser mulher. Se o feminicídio, se ser feminicídio diz que você é morta por ser o que você é, isso realmente está errado. Agora, como um agravante por ela ter sido morta dentro de casa, como um agravante por ela ter sido morta pelo seu ex-marido, essas coisas aí, tudo bem”, declarou.
Raquel Cattani foi assassinada com golpes de arma branca em julho de 2024, em Nova Mutum. Romero Xavier foi condenado pela Justiça a 30 anos de prisão pelo feminicídio.











