sexta-feira, 9 outubro, 2026

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REINCIDENTE

Cabeleireiro famoso em Cuiabá é preso pela 3ª vez por suspeita de ligação com o tráfico

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O cabeleireiro Elielson Gonçalves foi preso na manhã desta quinta-feira (8), durante a Operação Fio, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, ele seria responsável pela comercialização de entorpecentes recebidos de outro integrante do grupo criminoso.

Elielson foi localizado em sua residência e preso por determinação judicial. Esta é a terceira prisão do cabeleireiro, todas relacionadas a investigações sobre suposto envolvimento com organizações ligadas ao tráfico de drogas.

Outro alvo da operação é Hebert Felipe, de 36 anos, preso em Santos, no litoral de São Paulo. Ele havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio em agosto deste ano, quando homens armados invadiram um hotel em Várzea Grande e efetuaram diversos disparos de arma de fogo.
Apesar do ataque, Hebert não foi atingido.

Conforme informações apuradas pela reportagem, Hebert seria responsável pelo fornecimento das drogas posteriormente comercializadas por Elielson. A relação entre os investigados é uma das linhas de apuração da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
A Polícia Civil também investiga se o atentado contra Hebert possui ligação com disputas relacionadas ao tráfico de entorpecentes. Após o episódio, ele teria deixado a região metropolitana de Cuiabá e se deslocado para São Paulo.

Ao todo, a Operação Fio cumpre 26 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D’Oeste e municípios do litoral sul paulista. São cinco mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 determinações de bloqueio de ativos financeiros.
As investigações apontam que o grupo não atuaria apenas na distribuição de drogas, mas também na movimentação e possível ocultação do dinheiro obtido com a atividade criminosa. Durante o trabalho investigativo, foram identificadas transações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada de alguns suspeitos.

A polícia apura ainda a possível utilização de empresas e terceiros para movimentar recursos e dificultar a identificação da origem do dinheiro.
Para impedir a movimentação do patrimônio investigado, a Justiça determinou bloqueios financeiros que podem alcançar R$ 1,4 milhão para determinados alvos. Outras decisões estabelecem limites próximos de R$ 300 mil, além de ordens que autorizam o bloqueio integral dos valores encontrados em contas vinculadas aos suspeitos.

Os mandados foram autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, Polo Cuiabá. A operação conta com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo, da Delegacia de Mirassol D’Oeste e da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor).

Os materiais recolhidos durante as buscas serão submetidos à análise dos investigadores. A Polícia Civil busca identificar a extensão da atuação do grupo, rastrear a origem dos recursos movimentados e esclarecer a participação de cada investigado no suposto esquema criminoso.

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