sexta-feira, 9 outubro, 2026

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Justiça mantém prisão de cabeleireiro investigado por tráfico e lavagem de dinheiro

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A Justiça de Mato Grosso manteve, nesta quinta-feira (8), a prisão preventiva de Elielson Gonçalves Vieira, investigado por suspeita de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada pela juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, durante audiência de custódia realizada no Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, em Cuiabá.

Elielson foi preso pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc), na manhã de quinta-feira, às 7h53, na Avenida Rui Barbosa, no bairro Jardim Universitário. O mandado de prisão preventiva havia sido expedido em 28 de agosto deste ano.

Durante a audiência, a defesa pediu a soltura do investigado, alegando falta de elementos que comprovem seu envolvimento com o tráfico. Segundo o advogado, nenhuma droga foi encontrada durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, assim como não foram identificados materiais ilícitos no celular do investigado.

A defesa também contestou aproximadamente 22 conversas de WhatsApp mencionadas na investigação. Conforme o advogado, uma das mensagens, de 2024, mostraria apenas uma oferta de drogas feita por terceiros, sem comprovação de comercialização.

Outra conversa, segundo a defesa, indicaria uma transferência de R$ 250 para a possível compra de maconha destinada ao consumo próprio. O advogado sustentou ainda que Elielson é primário, possui residência fixa e trabalha.

O Ministério Público, por sua vez, manifestou-se pela homologação do cumprimento do mandado de prisão, destacando que não houve relato de violência durante a abordagem policial.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que a prisão foi realizada dentro dos procedimentos legais e que os argumentos apresentados pela defesa não eram suficientes, naquele momento, para revogar a medida.

A juíza ressaltou que as alegações precisam ser examinadas com maior profundidade e determinou que o Ministério Público se manifeste sobre o pedido de soltura no prazo de 48 horas. Após essa manifestação, a Justiça deverá reavaliar a solicitação.

A decisão também determinou que o investigado seja encaminhado a uma unidade ou ala prisional adequada à sua condição pessoal, com medidas destinadas a preservar sua integridade física e psicológica.

Elielson permanecerá preso preventivamente enquanto aguarda a nova análise judicial.

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