A defensora pública de segunda instância Karol Almeida Bento é a única candidata inscrita para ocupar o cargo de corregedora-geral da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT) no biênio 2027/2028. O prazo de inscrições foi encerrado, e a candidatura foi deferida pelo Conselho Superior da instituição por meio da Portaria nº 299/DPG, de 7 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (8).
A portaria torna pública a inscrição de Karol e registra que ela atende aos requisitos estabelecidos pela Resolução nº 182/2026/CSDP, que regulamenta a escolha do próximo corregedor-geral. O ato também informa que as inscrições deferidas e indeferidas poderiam ser impugnadas no prazo de um dia útil.
Mesmo com candidatura única, o nome de Karol será submetido à votação do Conselho Superior. Situação semelhante ocorreu no processo anterior, para o biênio 2025/2026, quando o atual corregedor-geral, Carlos Eduardo Roika Júnior, também foi o único inscrito e teve o nome avaliado pelos conselheiros em votação direta, secreta e obrigatória.
Escolha – A Corregedoria-Geral é o órgão responsável pela fiscalização da atividade funcional e da conduta dos membros e servidores da Defensoria Pública. A função inclui, entre outras atribuições, a realização de correições e inspeções.
A Lei Complementar Estadual nº 146/2003, que organiza a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, estabelece no artigo 25 que o cargo de corregedor-geral é exercido por um defensor público de segunda instância, escolhido a partir de lista tríplice formada pelo Conselho Superior e nomeado pelo defensor público-geral para mandato de dois anos, permitida uma recondução.
A regulamentação aprovada para o biênio 2027/2028 prevê um procedimento específico. Segundo o cronograma divulgado, a eleição para formação da lista tríplice ocorrerá em 6 de novembro, durante sessão do Conselho Superior. Cada integrante do colegiado poderá indicar até três candidatos. Depois da apuração, a relação será encaminhada à defensoria-geral, que terá até cinco dias úteis para escolher e publicar o ato de nomeação. A posse está prevista para 2 de janeiro de 2027.
Integrante da primeira turma de defensores públicos de Mato Grosso, Karol ingressou na Defensoria Pública em 1999 e, ao longo de mais de duas décadas, construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo, tendo sido a primeira mulher a ocupar diversos dos principais cargos da instituição e de entidades de classe. Presidiu a associação de classe de 2005 a 2006 e foi defensora pública-geral de 2007 a 2008, período em que também integrou o Bloco de Defensores Públicos Oficiais do Mercosul (Blodepm) e o Conselho Nacional de Defensores e Defensoras Públicas-Gerais. Foi ainda a primeira mulher eleita para o Conselho Superior, onde exerceu dois mandatos e obteve a maior votação e ocupou o cargo de secretária-geral da instituição de 2015 a 2016.
Experiência – A candidatura também ocorre depois de uma trajetória diretamente ligada à área correcional. Karol foi a primeira mulher a comandar a Corregedoria-Geral da DPMT, de 2013 a 2014, período em que também ocupou a vice-presidência do Conselho Nacional de Corregedores-Gerais (CNCG). De 2017 a 2018, foi segunda subcorregedora-geral na gestão do corregedor-geral Cid Borges Campos. Atualmente, é primeira subcorregedora-geral, função que exerce desde o primeiro mandato de Roika, ao lado dele e do segundo subcorregedor-geral, Francisco Framarion Pinheiro Júnior.
A estrutura oficial da instituição estabelece que cabe à primeira subcorregedora auxiliar o corregedor-geral nos assuntos do órgão, especialmente na inspeção permanente das atividades dos membros da Defensoria.
Na área de atuação jurídica, Karol integra o Núcleo Cível de Segunda Instância, com atuação em processos cíveis de todo o Estado que tramitam perante os Juizados Especiais, o Tribunal de Justiça e os Tribunais Superiores.
Próximos passos – O processo de escolha do novo corregedor-geral está inserido no calendário de renovação da Administração Superior da DPMT para o biênio 2027/2028. Roika foi reconduzido ao cargo no último processo de escolha, e o mandato atual termina em janeiro de 2027.











