sexta-feira, 9 outubro, 2026

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Botelho atribui derrota à chapa do MDB e admite: “Faltou voto para mim também”

Renato Ferreira

Mesmo com 37.359 votos e uma das maiores votações entre os candidatos que ficaram fora da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (MDB) atribuiu a derrota nas urnas ao desempenho abaixo do esperado da chapa do partido e reconheceu que sua própria votação também não alcançou a meta traçada durante a campanha. O parlamentar terminou a disputa como primeiro suplente do MDB.

Ao analisar o resultado, Botelho descartou que a decisão de deixar o União Brasil e se filiar ao MDB tenha sido um erro. Segundo ele, os cálculos feitos antes da eleição apontavam para a possibilidade de a legenda conquistar quatro cadeiras na Assembleia, cenário que não se confirmou.

“Não vejo que foi um erro. O que faltou mesmo foram os votos. Faltou voto meu e faltou voto do partido. Nós trabalhávamos desde o início com a hipótese de fazer quatro. Nunca discutimos a possibilidade de não fazer quatro”, afirmou.

Botelho disse que o MDB esperava desempenhos individuais maiores de vários integrantes da chapa. Na avaliação dele, com exceção dos primeiros colocados, os demais candidatos terminaram a eleição com votações inferiores às projeções feitas pelo grupo.

“A votação da chapa em si foi fraca. Esse é o primeiro ponto. E a minha votação também não foi, porque eu esperava ter de 40 a 45 mil votos. Na pior das hipóteses, 40 mil. Não tivemos nem os 40 mil. Faltaram duas coisas: faltou a chapa e faltou voto para mim também”, reconheceu.

Botelho recebeu 37.359 votos e, embora tenha ficado na 15ª posição na classificação nominal geral, não conseguiu renovar o mandato devido às regras do sistema proporcional e à distribuição das cadeiras entre os partidos. O MDB conquistou três vagas na Assembleia.

O parlamentar também citou o desempenho de Jéssica Riva, que disputou uma cadeira pelo MDB. Segundo ele, a expectativa interna era de que ela se aproximasse dos 40 mil votos, patamar considerado importante para fortalecer o conjunto da chapa.

“Se ela viesse chegando na casa dos 40, eu chegando na casa dos 40, o Thiago na casa dos 40, os outros um pouco acima, nós íamos fazer quatro. Ela não teve a votação, eu não tive também, o Silvano não teve, os outros não tiveram. Então, a votação da chapa foi muito pequena”, declarou.

Ao comentar ainda o resultado de integrantes de famílias tradicionais da política mato-grossense, Botelho avaliou que existe um processo de desgaste natural provocado pelo tempo e pela busca do eleitorado por renovação.

“A política, não só a política, mas tudo na vida satura. A política não é diferente. Vai saturando, o povo vai cansando daquela mesmice e quer coisas novas”, afirmou.

Apesar da avaliação, Botelho disse acreditar que Janaína Riva ainda possui espaço para reconstruir sua trajetória eleitoral após a derrota na disputa pelo Senado. “Ela ainda tem futuro na política. Pode se restabelecer, vir candidata a deputada de novo, reconstruir. Ela tem dom para isso, é muito querida. Tem futuro ainda”, disse.

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