A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) rejeitou as acusações de traição após retirar o apoio a Dilemário Alencar (União Brasil0 ao aderir ao grupo de Ilde Taques (Podemos), eleito por unanimidade para a presidência da Câmara de Cuiabá na terça-feira (6). Segundo ela, a mudança foi comunicada a Dilemário antes de assumir o compromisso com o novo presidente eleito.
“Você não pode falar que eu sou traíra. Eu nunca fui traíra, eu sempre joguei limpo”, afirmou, ao ser questionada sobre reclamações de vereadores que integravam o grupo de Paula Calil.
Baixinha disse que trabalhou pela candidatura de Dilemário, mas decidiu interromper as articulações ao perceber que o nome dele enfrentava resistência entre os próprios parlamentares envolvidos na negociação.
“Eu sempre estive com o Dilemário, vocês sabem disso. Quando não deu mais, eu cheguei para o Dilemário e falei: ‘Olha, eu cansei, parou, não estou mais’. Pronto. Fui honesta, honestíssima para quem eu deveria dar satisfação, Dilemário”, declarou.
A vereadora sustentou que, depois dessa conversa, assumiu o compromisso de apoiar Ilde e não voltaria atrás. Segundo ela, mesmo que Dilemário conseguisse reunir os 14 votos necessários para vencer a eleição, já não poderia contar com o voto dela.
“Eu já tinha dado a minha palavra que eu estaria no grupo do Ilde. Então, eu acho que palavra hoje é o que mais vale”, afirmou.
Questionada sobre a expectativa do grupo da presidente Paula Calil (PL) de contar com seu apoio na manhã da eleição, Baixinha disse que sua presença em uma fotografia com os parlamentares não representava um compromisso mantido até a votação. Também mencionou a judicialização da disputa e afirmou que não foi responsável pela iniciativa de tentar impedir o pleito.
“Não fui eu que entrei na Justiça, sem conversar, para embargar a votação”, disse. Durante a entrevista, a parlamentar contestou a pergunta sobre ter traído o grupo e afirmou que havia anunciado publicamente sua saída das articulações em torno de Dilemário. Para ela, não houve uma mudança de posição escondida dos aliados.
“Como que eu traí se em nenhum momento eu dei uma entrevista que estava com o grupo da Paula?”, questionou. “Essa palavra não me pega.”
Ao ser perguntada sobre sua relação com a gestão municipal após a eleição da Mesa Diretora, Baixinha também recusou os rótulos de base, oposição ou independente. Disse que sua atuação continuará orientada pelas demandas dos eleitores.
“Eu sou eleita pelo povo, eu sou o povo. Eu vou lutar pelo meu povo, estou aqui pelo meu povo”, afirmou.











