sexta-feira, 9 outubro, 2026

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Projeto que torna couvert facultativo fica sem votação e Paula Calil defende ouvir população

Patrícia Neves e Renato Ferreira

A votação do projeto que pretende tornar facultativo o pagamento do couvert artístico em bares e restaurantes de Cuiabá foi interrompida por falta de quórum na manhã desta quinta-feira (8). A presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), explicou que a proposta do vereador Marcrean Santos (MDB) teve o requerimento de urgência especial aprovado, mas não chegou a ser apreciada em plenário.

“Quando chegou na hora de apreciar a matéria, nós não tivemos o quórum. Então, quando nós não temos o quórum, a sua apreciação fica prejudicada”, afirmou.

Durante a tramitação, foram registrados 14 votos. A vereadora Katiuscia Manteli (Podemos), porém, pediu a retirada de seu nome da lista e anulou o próprio voto. Sem o número necessário de parlamentares para apreciar o projeto, a sessão foi encerrada.

Paula esclareceu que a aprovação da urgência e a passagem pela fase de pareceres não significaram a aprovação do conteúdo da proposta. A análise do texto ficou pendente.

Questionada sobre a necessidade de Marcrean apresentar um novo pedido de urgência, a presidente disse que aguardará o posicionamento do autor. Ela defendeu que a proposta passe pelas comissões antes de retornar ao plenário, para permitir uma discussão mais cuidadosa.

“Eu penso que pode passar pelas comissões e vir para o plenário para os vereadores apreciarem a matéria com mais tranquilidade”, declarou.

A presidente também destacou a necessidade de ouvir a população sobre os efeitos da mudança, que envolve tanto os estabelecimentos e profissionais do setor quanto os consumidores.

“É importante também a gente ouvir a opinião pública quanto a isso, porque impacta no setor produtivo e também no consumidor”, afirmou.

O projeto altera a Lei nº 6.783, de março de 2022, que trata da cobrança do couvert artístico e da obrigatoriedade de informar os valores ao consumidor. A proposta havia sido arquivada pela Câmara em 4 de dezembro e voltou a ser apresentada pelo parlamentar.

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