Os prejuízos provocados pelas mudanças no nível da água da Usina Hidrelétrica de Colíder, no norte de Mato Grosso, serão alvo de uma nova fiscalização da Assembleia Legislativa (ALMT). A Casa oficializou, nesta segunda-feira (12), a criação de uma Câmara Setorial Temática (CST) para cobrar e acompanhar as ações destinadas à recuperação ambiental e econômica dos municípios afetados.
A iniciativa, proposta pelo deputado Diego Guimarães (Republicanos), amplia a atuação do Legislativo sobre os impactos do esvaziamento parcial e da posterior elevação do nível do reservatório, localizado no Rio Teles Pires. Desta vez, o foco será verificar as providências adotadas para reduzir os danos e compensar os prejuízos registrados na região.
A comissão também deverá acompanhar estudos técnicos sobre a segurança do terreno, as condições do reservatório e as consequências ambientais após a recuperação do nível da água. Outro ponto será a avaliação das medidas voltadas ao restabelecimento das atividades produtivas afetadas.
O grupo será presidido por Diego Guimarães e contará com a participação direta de quatro prefeitos: Rodrigo Luiz Benassi, de Colíder; Vinicius Oliveira, de Nova Canaã do Norte; Antônio Ferreira de Oliveira Neto, de Itaúba; e Marcos Fernando Feldhaus, de Cláudia.
Entre os parlamentares, Beto Dois a Um (Podemos) ficará com a relatoria, enquanto Janaina Riva (MDB) ocupará a secretaria. Também foram designados Júlio Campos (União Brasil), Gilberto Cattani (PL), Faissal Calil (PL) e Chico Guarnieri (PSDB).
A instalação foi determinada pelo presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), em ato assinado na sexta-feira (9) e publicado no Diário Oficial do Legislativo nesta segunda-feira. A comissão terá seis meses para concluir suas atividades, podendo receber mais seis meses de prazo.
Histórico
O acompanhamento parlamentar dos problemas envolvendo a hidrelétrica começou em setembro de 2025, quando a Assembleia instituiu uma primeira comissão para investigar as consequências da redução controlada do volume de água.
Na ocasião, os trabalhos foram direcionados à coleta de informações, realização de audiências públicas e análise dos reflexos sobre o turismo, a economia e o meio ambiente. Em março de 2026, o prazo daquela comissão foi ampliado por mais 180 dias.
A diferença é que, enquanto o primeiro grupo buscava identificar a dimensão dos impactos, a nova comissão terá como principal atribuição verificar se as medidas de recuperação e compensação estão sendo executadas.












