Reeleito deputado estadual com 40.482 votos, Diego Guimarães (Republicanos) avaliou que o resultado das eleições de 2026 mostrou a força do voto regional e das pautas defendidas pelos candidatos em Mato Grosso. Na leitura do parlamentar, políticos sem uma bandeira definida ou identificação com determinadas regiões enfrentaram maior dificuldade na disputa proporcional. O resultado oficial confirmou a reeleição de Diego para mais quatro anos na Assembleia Legislativa.
“Acho que essa eleição proporcional foi pautada pelo senso de pertencimento regional e também pelas pautas levantadas, seja no campo setorial, econômico, agro, comércio, saúde ou no campo direita-esquerda”, afirmou.
Para Diego, o desempenho nas urnas demonstrou que a construção de uma identidade política e de vínculos regionais teve peso na disputa por uma das 24 cadeiras da Assembleia.
“Essa eleição mostrou muito que quem não tem bandeira e quem não tem adesão regional tem dificuldade de se eleger na proporcional. O voto regional foi muito forte”, avaliou.
O deputado também citou a própria votação para sustentar a análise. Natural de Cuiabá e com trajetória política ligada também ao norte do estado, Diego afirmou ter obtido votos na Baixada Cuiabana, no Norte, no Araguaia e na região Oeste. Ele terminou a disputa com 40.482 votos, equivalente a 2,10% dos votos válidos.
Ao comentar os candidatos que não conseguiram se eleger, Diego afirmou que o momento é de avaliação sobre as estratégias adotadas durante a disputa, incluindo posicionamentos, alianças e atuação política.
“Eu faria uma reflexão sobre a política, sobre os erros e acertos que tive, sobre o que a população mandou de recado. Acho que todos aqueles que não foram eleitos […] precisam fazer uma importante reflexão sobre postura, atitude, grupo político e bandeiras”, disse.
Na avaliação do parlamentar, o resultado eleitoral deve ser interpretado como uma manifestação direta dos eleitores sobre os nomes escolhidos para os cargos em disputa.
“O político que não estiver antenado à voz rouca das ruas certamente vai estar fora das próximas eleições. A rua não fala, ela grita”, declarou.












