segunda-feira, 12 outubro, 2026

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ESPAÇO NO GOVERNO

Max diz que Podemos pode integrar governo Pivetta, mas nega exigência de cargos

Renato Ferreira

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e do Podemos no Estado, deputado Max Russi, afirmou que o partido está disposto a integrar o governo de Otaviano Pivetta (Republicanos), caso seja convidado. Segundo ele, a sigla tem quadros para indicar à administração, mas não apresentou exigências de cargos nem condicionou o apoio político à participação na gestão.

“Se for chamado, sim. Nós temos bons quadros. Mas oferecido não tem preço, né? Nós não fizemos nenhuma exigência de cargo, a gente não pediu nada”, declarou.

Max afirmou que, caso o Podemos receba espaço no governo, pretende contemplar integrantes que disputaram a eleição e não conquistaram mandato, mas contribuíram para o desempenho da chapa.

Segundo o dirigente, a votação desses candidatos foi importante para a eleição dos demais deputados do partido. Ele ressaltou que, com exceção dele próprio, os eleitos dependeram da soma dos votos da legenda para assegurar uma vaga na Assembleia.

“Todo mundo precisou de todo mundo. Se a gente tiver algum espaço, com certeza a gente vai contemplar algum desses companheiros”, afirmou. O deputado reforçou, porém, que a eventual ausência de indicações na administração não mudará a posição do Podemos em relação ao governador.

“Se não tiver, o apoio é igual e vamos trabalhar para construir o Mato Grosso que todos nós desejamos”, disse.

Ao comentar uma possível reforma administrativa, Max afirmou que ainda não conversou com Pivetta sobre o assunto e que tomou conhecimento da discussão pela imprensa. Mesmo assim, sinalizou apoio a medidas de redução da estrutura do Estado.

“Se o governador Pivetta entende que é o momento de fazer o enxugamento, de diminuir a máquina, com certeza ele terá o meu apoio”, declarou.

O presidente da Assembleia também se colocou à disposição para contribuir com a proposta antes de seu encaminhamento ao Legislativo. Caso não seja chamado nessa etapa, afirmou que participará do debate durante a tramitação.

Max citou a experiência como vereador, prefeito e chefe da Casa Civil para defender que pode colaborar com as mudanças. Segundo ele, a prioridade deve ser garantir que os serviços públicos cheguem à população.

“Eu acho que o Estado mínimo, mas o Estado necessário, é o que nós precisamos trabalhar. Acho que políticas públicas têm que chegar na ponta, a entrega tem que acontecer. Nós precisamos cuidar das pessoas”, afirmou.

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