A presidente estadual do MDB, deputada estadual Janaina Riva, derrotada na disputa pelo Senado, participou nesta terça-feira (13), em São Paulo, de um encontro para formalizar o apoio do MDB de Mato Grosso à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A movimentação ocorre apenas cinco dias depois de o presidente estadual do PL, Ananias Filho, reconhecer publicamente que a aliança com o MDB foi um erro e contribuiu para o desgaste eleitoral da direita no estado.
“O MDB do estado de Mato Grosso está aqui em São Paulo para um encontro ao lado do nosso Flávio”, declarou Janaina durante o evento. Também participaram do encontro os deputados estaduais eleitos Léo Bortolin, Dr. João e Thiago Silva reforçando a presença de representantes da legenda mato-grossense no palanque presidencial.
A adesão chama a atenção pelo histórico de divergências entre Janaina e setores do PL durante a campanha eleitoral. A deputada enfrentou resistência de integrantes da direita, que questionaram seu alinhamento ao bolsonarismo. Agora, depois de não conseguir uma cadeira no Senado, ela participa de um ato de apoio ao candidato presidencial do partido.
Na última quinta-feira (8), o presidente da sigla no Estado, Ananias Filho, admitiu que a união entre PL e MDB contrariou a vontade da base eleitoral de direita e avaliou que a composição prejudicou tanto Wellington Fagundes (PL), derrotado na disputa pelo Governo de Mato Grosso, quanto Janaina Riva. “Eu reconheço que realmente foi um erro”, afirmou o dirigente ao comentar a coligação.
Ananias também destacou que havia resistência à aproximação entre os partidos desde o início da campanha.
Derrota
Janaina Riva recebeu 519.434 votos, equivalentes a 14,53% dos votos válidos na disputa pelo Senado, e terminou na terceira colocação, atrás dos eleitos Mauro Mendes (União Brasil) e José Medeiros (PL). Já Wellington Fagundes, sogro da deputada, recebeu 430.442 votos, correspondentes a 23,19% dos votos válidos na disputa pelo Governo de Mato Grosso. O senador foi derrotado por Otaviano Pivetta (Republicanos), eleito no primeiro turno.
Os resultados ampliaram os questionamentos sobre a estratégia eleitoral adotada pelo PL, especialmente pela decisão de dividir o palanque com o MDB, apesar da resistência manifestada por parte dos apoiadores bolsonaristas.












