terça-feira, 13 outubro, 2026

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APÓS APOSENTADORIA DE TEIS

Cotado para vaga no TCE, Dilmar evita antecipar disputa e diz que AL vai reivindicar indicação

Renato Ferreira

O deputado estadual reeleito Dilmar Dal Bosco (União), apontado nos bastidores políticos como um dos possíveis candidatos a uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), evitou antecipar uma eventual disputa pela vaga do conselheiro Waldir Teis. O parlamentar afirmou que não existe qualquer confirmação sobre a aposentadoria antecipada do atual ocupante do cargo e ressaltou que, caso a cadeira fique vaga, a Assembleia Legislativa deverá reivindicar o direito de fazer a indicação.

“Eu acho que primeiro não tem nenhuma vaga aberta, segundo que eu não sei, o Waldir Teis não fez nenhum comentário sobre isso aí. Eu não vi nenhuma conversa do conselheiro sobre a saída dele ou não do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso”, afirmou Dilmar.

A declaração ocorre em meio às especulações sobre uma possível aposentadoria antecipada de Waldir Teis, que completará 75 anos em 2028, idade-limite para a aposentadoria compulsória. Embora ainda não exista confirmação oficial de sua saída, a possibilidade de abertura da cadeira já movimenta os bastidores políticos da Assembleia Legislativa.

Dilmar, que foi reeleito deputado estadual e exerce a liderança do governo de Otaviano Pivetta (Republicanos) no Legislativo, está entre os nomes mencionados nas articulações para uma eventual sucessão. Apesar disso, o parlamentar afirmou que considera precipitado discutir uma candidatura enquanto não houver uma definição sobre a permanência do conselheiro.

“Então não tem como você prever uma coisa que não tem nada conversado. Não existe ainda uma vaga nem uma possível vaga, por enquanto, dentro do Tribunal de Contas”, acrescentou.

Questionado sobre a prerrogativa da Assembleia Legislativa de indicar o futuro ocupante da cadeira, Dilmar foi categórico ao defender que o direito seja respeitado caso Waldir Teis deixe o Tribunal.

Para Dilmar, uma eventual aposentadoria deve abrir espaço para que os próprios deputados participem diretamente da escolha do substituto, preservando a prerrogativa institucional da Assembleia.

“Com toda certeza, a Assembleia vai reivindicar, até porque tem que ser aprovado pelo Parlamento Estadual e a vaga é da Assembleia. A Assembleia deve fazer a indicação, com toda a certeza, para o governador validar ou não, mas eu acredito até na proposta da Assembleia. A vaga é da Assembleia, assim, vai ter que ser respeitado”, declarou.

Apesar de defender o protagonismo do Legislativo na indicação, Dilmar não confirmou interesse pessoal em ocupar a cadeira e condicionou qualquer discussão à abertura efetiva da vaga.

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