Familiares e amigos do serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, preso pela morte do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25, criaram um perfil no Instagram para questionar a condução das investigações. Intitulada “Ouçam o Elias”, a página reúne 15 vídeos que apontam possíveis contradições nas declarações da polícia e cobram esclarecimentos sobre os procedimentos adotados após a prisão.
Um dos principais questionamentos envolve o período entre a prisão de Elias, no dia 8 de outubro, na região do Manso, e a localização do corpo do professor, em Várzea Grande. Segundo a página, o serralheiro teria permanecido cerca de sete horas sob custódia policial antes da descoberta do cadáver. O grupo também questiona a confissão informal relatada pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A defesa afirma que Elias nega ter executado o crime.
Os familiares também contestam a hipótese de que o homicídio tenha sido motivado por chantagem. A versão foi apresentada pelo suspeito à polícia, mas, conforme os investigadores, ainda não havia provas que a confirmassem. O perfil pede a realização de exame de corpo de delito pelo Protocolo de Istambul, utilizado para identificar possíveis sinais de tortura, além de acesso da defesa às provas documentadas no inquérito.
Breno desapareceu em 26 de setembro, após sair de casa, e foi encontrado morto em 8 de outubro, em uma área de mata de Várzea Grande. A perícia preliminar apontou ferimentos provocados por faca. A Polícia Civil investiga a participação de outros envolvidos no assassinato. A página afirma que não busca defender a inocência de Elias, mas garantir o cumprimento da lei durante as investigações.













