terça-feira, 13 outubro, 2026

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Lei garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo

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Cinemas de Mato Grosso devem realizar pelo menos uma sessão mensal adaptada a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias. Segundo a Assembleia Legislativa (ALMT), a medida está prevista na Lei nº 13.256/2026 e estabelece som reduzido, iluminação suave e liberdade para entrar e sair da sala durante a exibição.
De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação também prevê que essas sessões não tenham publicidades comerciais. As salas devem ser identificadas na entrada com o símbolo mundial do espectro autista. Sancionada em março, a norma concedeu 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.

Na justificativa do projeto, Rezende destacou que a sensibilidade auditiva e visual pode tornar as sessões convencionais desconfortáveis para pessoas com autismo. Segundo o parlamentar, a proposta “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.

Alguns cinemas do estado já oferecem esse tipo de programação. Em Cuiabá, a Cinépolis do Shopping Estação informou que realiza sessões inclusivas mensalmente, distribuídas em quatro dias, com exibição de dois filmes. O som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e o público pode entrar e sair da sala conforme a necessidade.

No Várzea Grande Shopping, a Cineflix informou que promove sessões para pessoas com TEA desde antes da aprovação da lei estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, quando há menor movimentação.

O estabelecimento adota iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. Segundo a rede, também é oferecida entrada gratuita para pessoas com deficiência.
Em Nova Mutum, o Cine 163 iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição teve iluminação suave, volume reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também mantém uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.

A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, afirmou que busca ouvir as famílias na escolha dos filmes e na organização das sessões, considerando as necessidades e preferências das crianças.
“É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, declarou. Além das adaptações de som e iluminação, a proposta busca permitir que crianças e adolescentes participem das atividades culturais com respeito às suas necessidades, acompanhados de suas famílias.

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