terça-feira, 13 outubro, 2026

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GRAVE ACUSAÇÃO

Lúdio acusa presidente do TSE, Nunes Marques, de agir a serviço do bolsonarismo e pede afastamento

Renato Ferreira/Patrícia Neves

O deputado estadual reeleito Lúdio Cabral (PT) defendeu, nesta terça-feira (13), que a campanha nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) peça o afastamento do ministro Kassio Nunes Marques da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O parlamentar acusou o magistrado de agir em favor do bolsonarismo e criticou a decisão que determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, durante a disputa do segundo turno da eleição presidencial.

“Já passou da hora da nossa campanha nacional pedir a suspensão do ministro Nunes Marques. Ele está lá a serviço do bolsonarismo como presidente do TSE. Isso é um absurdo para a democracia brasileira”, declarou Lúdio.

A manifestação ocorre após Nunes Marques suspender, nesta terça-feira (13), uma decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o funcionamento do canal “Exército do Lula”. Com a nova determinação, o grupo deverá permanecer fora do ar até que sua situação seja regularizada perante a Justiça Eleitoral.

Segundo a decisão, o canal vinha sendo utilizado para propaganda eleitoral sem que seu endereço tivesse sido previamente comunicado à Justiça Eleitoral. A medida também modificou o encaminhamento anterior do caso, que previa uma análise pelo plenário do TSE.
Lúdio, no entanto, classificou a atuação da Corte como partidária e afirmou que a campanha de Lula deveria recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a conduta de integrantes da Justiça Eleitoral.

“Ele nomeou o André Mendonça, juiz auxiliar na propaganda eleitoral. Outro bolsonarista que está lá na Justiça Eleitoral. E a nossa campanha precisa acionar no Supremo por esse partidarismo de juízes do Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou.

O deputado também contestou a suspensão do canal, que, segundo ele, foi criado espontaneamente por apoiadores do presidente Lula e ganhou força durante a mobilização eleitoral nas redes sociais.
“Ora, suspender o Exército do Lula, canal criado espontaneamente agora ao longo de uma semana de mobilização espontânea da população brasileira, nós estamos ganhando, vencendo a batalha nas redes sociais”, disse.

Na avaliação do parlamentar, a campanha petista tem conseguido ampliar a mobilização popular e reduzir a diferença em relação ao adversário, Flávio Bolsonaro (PL). Lúdio citou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, segundo a qual a distância entre os candidatos teria diminuído de seis para dois pontos percentuais. O deputado não identificou o instituto responsável pelo levantamento durante a declaração.

“Eles numa curva de declínio e nós numa curva de ascensão, com as mobilizações massivas de participação enorme da população nas manifestações de rua, que as campanhas estão fazendo, inclusive aqui em Mato Grosso, inclusive aqui em Cuiabá”, afirmou.
Lúdio destacou ainda os atos realizados ao longo da última semana na capital mato-grossense e citou uma manifestação na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que, segundo ele, reuniu milhares de jovens e estudantes.

“Nós estamos virando a eleição e o bolsonarismo está aparelhando a Justiça Eleitoral”, declarou.
O deputado também acusou apoiadores de Flávio Bolsonaro de disseminarem informações falsas nas redes sociais e alegou que a Justiça Eleitoral adota critérios diferentes ao analisar situações envolvendo as duas campanhas.

“Quem é especialista em fake news e maldade é a tropa do Flávio Bolsonaro. E tem um canal deles, e o canal deles espalha mentira o tempo todo. E contra eles a Justiça Eleitoral não faz nada”, criticou.

Ao concluir, Lúdio afirmou que haveria diferença no tempo de resposta da Justiça Eleitoral em decisões envolvendo os dois candidatos, mas não apresentou dados específicos que permitissem verificar a comparação.

“A Justiça Eleitoral está, infelizmente, aparelhada pelo bolsonarismo. Nós temos o dever de denunciar isso”, finalizou.

As acusações de favorecimento político e de atuação partidária são avaliações do deputado e não demonstram, por si só, irregularidade na conduta dos ministros. A decisão de suspensão do canal foi fundamentada na ausência de comunicação de seu endereço à Justiça Eleitoral. Não foi apresentada, nas informações disponíveis, manifestação de Nunes Marques ou do TSE em resposta às declarações de Lúdio.

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