quarta-feira, 14 outubro, 2026

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EXECUÇÃO BRUTAL

Advogado é preso suspeito de participar de execução de jovem com 16 tiros e 15 facadas em Cuiabá

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O advogado Ênio Martimiano da Cunha Júnior foi preso na manhã desta quarta-feira (14), suspeito de envolvimento na execução de Gabriel Martins Pereira, de 25 anos, morto com 16 tiros e 15 golpes de faca em novembro de 2024, no bairro Recanto da Siriema, em Cuiabá. O crime teria sido motivado por vingança de integrantes de uma facção criminosa.

Segundo a Polícia Civil, o advogado é apontado como coautor do homicídio e suspeito de colaborar com uma organização criminosa, à qual prestaria suporte jurídico há anos. Ele foi alvo de um dos quatro mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça após quase dois anos de investigação.

Conforme as investigações, Gabriel teria sido morto porque integrantes da facção acreditavam que ele havia repassado informações às forças de segurança, o que teria resultado na apreensão de uma grande quantidade de drogas pela Polícia Militar.

A vítima foi torturada antes de ser executada. Os investigadores apontam que o assassinato foi planejado e cometido com extrema violência, envolvendo disparos de arma de fogo e golpes de faca.

Além do advogado, outros três homens foram identificados como suspeitos de participação no crime. Geison dos Santos Nascimento, conhecido como “Todynho” ou “Americano”, e João Paulo Corbelino Costa já estavam presos na Penitenciária Central do Estado (PCE) por outros crimes.

De acordo com a Polícia Civil, Geison teria dirigido o veículo utilizado na execução e também participado do ataque com faca. O quarto investigado, identificado como Gleison, seria responsável pela disciplina da facção na época do homicídio. Ele não foi localizado e é considerado foragido.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com análise de imagens, perícias, monitoramento eletrônico e levantamentos de inteligência. Ao final do inquérito, os quatro suspeitos foram indiciados, com a participação de cada um individualizada pelos investigadores.
A
pós a prisão, Ênio foi encaminhado à sede da DHPP, onde ficou à disposição da Justiça.

Em nota, a OAB-MT ressaltou que o suposto envolvimento de um advogado em um crime dessa natureza não representa a advocacia nem a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), instituição essencial à administração da Justiça.

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