quarta-feira, 14 outubro, 2026

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ATENÇÃO AOS SINAIS

Psicóloga alerta que é preciso reagir ao estresse logo nos primeiros sinais; ouça o podcast

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O estresse é uma reação natural do corpo diante de situações desafiadoras ou ameaçadoras. “O nosso sistema nervoso simpático, no momento que a gente reconhece uma ameaça externa, ativa mecanismos, geralmente de fuga ou luta. E tudo isso solta na nossa corrente sanguínea alguns hormônios, como adrenalina e cortisol. O cortisol, inclusive, demora mais de 72 horas pra rebaixar no corpo. Então, o nosso corpo fica em função desse disparo que o nosso sistema impulsiona”.

A explicação foi dada pela psicóloga do Departamento de Saúde do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Leocádia Pio Saes.

Segundo ela, essa reação aos problemas do dia a dia se manifesta inicialmente com uma aceleração dos pensamentos, falta de concentração e irritação, mas pode também causar sintomas psicossomáticos, como dores em diferentes partes do corpo, doenças de pele, dificuldade no sono, alteração no apetite, entre outras manifestações que não podem ser ignoradas. “É importante que a gente possa acolher e escutar esses primeiros sinais na clínica […] Muitas vezes, a gente não é escutada no dia a dia e os quadros, às vezes, chegam à clínica de forma maximizada”, afirma Leocádia.

Conforme a psicóloga, por estar vinculado à questão de regulação emocional e a situações externas, como problemas no ambiente de trabalho, na família, nas finanças pessoais, o estresse é variável. Mas quando ocorre pelo menos uma vez ao dia, essa continuidade do sofrimento pode se agravar para transtornos e síndromes, como a síndrome de Burnout, por exemplo.

Como forma de lidar com situações estressantes que estão sempre surgindo, a psicóloga Leocádia Pio orienta a busca por hábitos de vida saudáveis, atividades terapêuticas e ajuda profissional. Ela ressalta ainda que é preciso estar aberto para ajudar o outro, sem julgamentos. “Em primeiro lugar, acho que a gente precisa ter um pouco de empatia. Reservar um tempo pra fazer essa escuta. E é importante que essa pessoa seja direcionada pra um serviço que seja capacitado para acolher esse tipo de sofrimento”, diz Leocádia, ressaltando que no caso das pessoas que trabalham no Tribunal de Justiça, o Departamento de Saúde está de portas abertas para atender a todos.

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