Um homem identificado como Luciano Francisco de Moraes, preso na noite desta segunda-feira (19) por matar a companheira Regiane Alves Rodrigues da Silva, de 38 anos, a facadas dentro de um mercado em Várzea Grande, demonstrou surpresa ao ser informado de que a mulher havia morrido. Durante depoimento obtido pela reportagem, ele afirmou que deu apenas uma “facadinha” na vítima e tentou justificar o crime alegando que ela era “brava demais”.
“Maria morreu mesmo, velho?”, questionou Luciano durante a conversa com o delegado. Ao ser perguntado sobre o motivo da discussão, respondeu: “Não, que era braba demais, velho. Não adianta nem falar, que era braba”.
Segundo o próprio suspeito, o casal discutia dentro do estabelecimento quando ele pegou uma faca que estava sobre uma mesa e atacou a companheira. “Peguei uma faquinha em cima da mesa do mercado”, relatou. Ele descreveu o objeto como uma faca pequena, de serra, utilizada para desferir os golpes.
Luciano também afirmou que a discussão teria começado por questões financeiras, relacionadas à compra de produtos no estabelecimento. Os dois viviam em situação de rua.
Durante o depoimento, o suspeito foi questionado sobre uma ocorrência anterior envolvendo a Lei Maria da Penha. Ele confirmou que já havia sido preso após um desentendimento com a companheira, mas negou tê-la agredido naquela ocasião. Segundo Luciano, permaneceu preso por quase oito meses.
O homem foi preso na noite de segunda-feira, após a morte de Regiane. O caso é investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do crime e o histórico de violência envolvendo o casal. Ele foi ouvido pela polícia e deve passar pela audiência de custódia ainda nesta terça-feira (20).














