O ex-vereador e secretário-geral da Câmara de Várzea Grande, Samir Katumata (PL), afirmou acreditar que é alvo de perseguição após ser atingido pela Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Gaeco na manhã desta terça-feira (20). Na chegada à sede do grupo, ele confirmou a apreensão do próprio celular e disse que tentaria recuperar objetos da esposa recolhidos durante as buscas.
Questionado se acreditava haver perseguição, Samir respondeu: “Eu acredito do fundo do meu coração”. Inicialmente, evitou apontar responsáveis. “Não podemos acusar ninguém”, declarou. Na sequência, ao ser perguntado se a suposta perseguição poderia partir da prefeita, em razão do posicionamento de oposição do grupo, respondeu: “Pode ser”.
A operação investiga suspeitas de corrupção, cooptação de agentes públicos e obtenção de vantagens indevidas envolvendo a Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. São cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, tendo entre os investigados vereadores e servidores.
Samir afirmou que compareceu à sede do Gaeco por orientação de um dos agentes, para tentar reaver pertences de sua esposa, Márcia. Segundo ele, ela não tem relação com os fatos investigados.
“Eles acabaram trazendo bens materiais da Márcia, especificamente. Minha esposa não tem nada a ver com a operação”, afirmou. O ex-vereador confirmou que seu celular também foi apreendido, mas ressaltou que sua ida ao local tinha como objetivo principal recuperar os objetos dela.
Ao comentar a disputa pelo comando do Legislativo, Samir defendeu a eleição da Mesa Diretora e disse estar tranquilo quanto à investigação.
“Quem não deve, não teme. Essa eleição foi uma eleição democrática”, declarou. Ele também mencionou a discussão judicial sobre o pleito e afirmou que, como secretário da Câmara, atende todos os vereadores, independentemente do grupo político ou da chapa que integram.
O ex-parlamentar disse ainda estranhar a inclusão de vereadores de Cuiabá na investigação sobre a Câmara de Várzea Grande. Questionado sobre suspeitas de pagamentos, negou participação.
“Eu não fiz parte de nada de pagamento, de nada”, afirmou. Samir também contestou a hipótese de cárcere privado mencionada durante a entrevista, ao comentar a permanência de parlamentares reunidos antes da eleição. “Ninguém vai amarrado, vai quem quer”, disse.
Para ele, a investigação ocorre em um momento de tensão política no município. “Quem errou vai pagar. Se tiver alguma coisa de errado nisso tudo aí, com certeza alguém vai pagar por isso”, concluiu.














