SEM NOÇÃO
Após morte de estudante em Várzea Grande, Guarda intensifica fiscalização e detém três pessoas por uso de linha chilena
Da Redação
Uma semana após a trágica morte do estudante Danilo Alves, de 16 anos, que teve o pescoço cortado por uma linha chilena enquanto andava de bicicleta no bairro Cristo Rei, a Guarda Municipal de Várzea Grande reforçou as ações de fiscalização contra o uso desse tipo de material.
Neste domingo (2), durante as rondas da Operação Céu Azul, três adultos foram flagrados soltando pipas com linhas cortantes no bairro Parque Paiaguás. Segundo a corporação, a prática representava alto risco, especialmente por ocorrer em uma rua movimentada, com a presença de crianças, ciclistas e pedestres.
Durante a abordagem, um dos suspeitos tentou fugir para uma área de mata, mas foi alcançado pelos agentes. Com o grupo, foram apreendidos carretéis de linha chilena, pipas e motocicletas utilizadas na atividade. Os três homens, de 20, 26 e 29 anos, foram encaminhados à Central de Flagrantes, onde foram apresentados ao delegado de plantão.
O comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos, destacou que as fiscalizações serão mantidas com rigor.
“Estamos percebendo que a população está cada vez mais consciente e evitando o uso de linhas perigosas. A Guarda Municipal vai continuar fiscalizando, orientando e percorrendo os bairros. A segurança da população é a nossa maior missão”, afirmou.
A linha chilena e o cerol são proibidos por lei em todo o território mato-grossense devido ao alto poder de corte. Além de representar perigo para motociclistas e ciclistas, o uso pode causar ferimentos graves e até mortes – como a de Danilo, cujo caso reacendeu o alerta sobre os riscos e a necessidade de conscientização.
A Operação Céu Azul segue em andamento e deve percorrer diversos bairros de Várzea Grande nos próximos dias, com o objetivo de coibir o uso de linhas cortantes e preservar vidas.



