MISSÃO (QUASE) IMPOSSÍVEL?
Cuiabá mantém esperança remota de acesso à Série A em cenário que beira o milagre
Bebeto Dias
A reta final da Série B reservou ao Cuiabá um cenário que beira o milagre para que uma reviravolta aconteça. Restando três rodadas para o fim do campeonato, o Dourado surge como o último clube ainda vivo na disputa pela quarta vaga de acesso à Série A. Mas a missão é, na prática, quase inalcançável.
Atualmente, o time comandado por Eduardo Barros ocupa a 11ª posição, com 50 pontos — sua pior colocação na competição. Para voltar a sonhar com a elite do futebol brasileiro, o Cuiabá precisa vencer os três jogos restantes, contra Goiás, América-MG e Criciúma, e ainda torcer por uma série de resultados paralelos que exigem tropeços simultâneos de praticamente todos os concorrentes diretos.
De acordo com o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a chance de acesso do Cuiabá é de apenas 0,039% — percentual que coloca o clube no limite entre a esperança e o fim do projeto de retorno imediato. Caso vença todas as partidas e encerre a Série B com 59 pontos, o Dourado precisará torcer para que:
o Athletico-PR some, no máximo, mais dois pontos;
o Novorizontino, no máximo, três;
o Goiás, até dois;
e o Criciúma, no máximo, quatro pontos nas rodadas finais.
Além disso, será necessário contar com tropeços de outros clubes ainda na disputa, como CRB, Avaí e Atlético-GO. Trata-se, portanto, de uma combinação complexa e altamente improvável — mas que, matematicamente, ainda mantém o Cuiabá “na briga”.
Após a última rodada, o técnico Eduardo Barros foi direto ao analisar o cenário:“Chegamos muito perto, mas agora dependemos de situações que fogem totalmente do nosso controle. O sonho praticamente acabou.”
A declaração sintetiza o momento. Embora a matemática ainda não tenha fechado a porta, a realidade esportiva já mudou de tom. Nem mesmo Ethan Hunt, do Missão Impossível, apostaria nessa missão.



