OPERAÇÃO FIO DE AÇO
Empresa de médica que matou verdureiro está envolvida em esquema de superfaturamento
Thalyta Amaral
A médica Letícia Bortolini, que atropelou e matou o verdureiro Francisco Lúcio Maia em 2018, teve seu nome envolvido em outro escândalo — desta vez, em um esquema de superfaturamento de procedimentos médicos. A empresa da qual ela é sócia foi um dos alvos da Operação Fio de Aço, deflagrada na terça-feira (4).
Letícia e o esposo, o também médico Aritony de Alencar Menezes, são sócios da empresa L.A. Serviços Médicos, que fazia parte de um esquema no qual as empresas simulavam uma concorrência para atender o Estado, mas, na verdade, combinavam preços e superfaturavam os valores pagos pelos procedimentos.
Em um dos casos, um paciente que conseguiu uma liminar por meio da Defensoria Pública teria o procedimento custando R$ 16 mil em um hospital público, mas as empresas do grupo ofereceram o serviço por valores a partir de R$ 144 mil.
Segundo as investigações, as empresas eram controladas pelas mesmas pessoas e, em alguns casos, eram apenas de fachada, sem sequer possuir sede física. Foi identificado ainda que várias delas utilizavam o mesmo escritório de contabilidade.



