GOVERNO DO FRACASSO
Deputado critica demarcações de terras indígenas em MT e diz que Lula tentou “agradar gringos”
Kamila Araújo
O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) classificou como “manobra política” a decisão do governo federal de homologar três novas terras indígenas em Mato Grosso durante a COP30, realizada em Belém (PA). Para ele, o anúncio foi uma tentativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “mostrar serviço aos estrangeiros”, sem resolver os problemas reais enfrentados pelas comunidades indígenas e sem considerar o impacto sobre áreas produtivas do estado.
Guimarães afirmou que Mato Grosso já possui mais de 70 territórios oficialmente demarcados e defendeu que o debate deve ir além da expansão territorial. Segundo ele, políticas públicas básicas, como saúde, educação e segurança alimentar, continuam negligenciadas. “Respeito aos povos originários não se faz apenas com demarcação de terras. Se faz com estrutura, com atendimento, com condições para que possam se desenvolver conforme suas tradições”, disse.
O deputado criticou a atuação da Funai e dos órgãos federais responsáveis pela assistência às comunidades indígenas, afirmando que o governo não cumpre suas obrigações mínimas. Para ele, o decreto que reconhece os territórios Uirapuru, Estação Parecis e Manoki distribuiu uma área ampla para uma população reduzida, citando que cerca de 300 mil hectares seriam destinados a aproximadamente 400 indígenas.
Guimarães também relacionou a medida ao que chamou de “fracasso” da COP30. Ele afirmou que o governo buscou, no evento, uma vitrine internacional positiva, mas acabou recorrendo a ações simbólicas. “O governo Lula tenta, desesperadamente, construir um saldo positivo após uma COP que virou motivo de chacota mundial. E usa a demarcação de terras para agradar os gringos, não para resolver problemas do Brasil”, afirmou.
O parlamentar disse ainda que as novas homologações geram apreensão entre produtores rurais, municípios e comunidades instaladas ao redor dessas áreas, pois criariam insegurança jurídica em regiões consolidadas para agricultura, pecuária e expansão urbana. Ele afirmou que a Assembleia Legislativa discute posicionamento institucional contra os decretos e que parlamentares devem ir a Brasília dialogar com ministros do Supremo Tribunal Federal para tentar reverter as homologações.
“É um absurdo. O estado que sustenta a balança comercial do país é tratado como palco de decisões políticas desconectadas da realidade. Vamos buscar todas as vias para derrubar esse ato”, concluiu Guimarães.



