SEM CONFRONTOS
“O Brasil não briga com ninguém”, diz Jorge Viana ao defender pragmatismo comercial orientado por Lula
Da Redação
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, destacou nesta segunda-feira (24), durante a abertura oficial da nova estrutura da agência em Cuiabá, a importância do chamado “pragmatismo comercial” que orienta a política externa adotada pelo Brasil. O evento contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, além de lideranças do setor produtivo e autoridades políticas.
Segundo Viana, a ApexBrasil tem atuado alinhada às diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que orienta uma política externa sem confrontos e baseada na ampliação de parcerias estratégicas. “O Brasil não briga com ninguém, não faz piada com ninguém e trabalha com todos dentro de um pragmatismo comercial, seguindo a orientação do presidente Lula”, afirmou. “Esse caminho é o que fará o país avançar — e o Mato Grosso estará na dianteira desse processo.”
Viana explicou que a abertura de novos mercados internacionais para produtos agropecuários influencia positivamente toda a cadeia produtiva, inclusive o preço final dos alimentos ao consumidor brasileiro.
Ao citar o potencial do rebanho bovino e das cadeias de soja, milho e etanol de Mato Grosso, ele destacou que a exportação de partes do boi pouco consumidas no Brasil — os chamados “miúdos” – gera ganho adicional para produtores e frigoríficos.
“Há um mercado enorme na Ásia para produtos que aqui praticamente não têm valor. Quando o frigorífico vende melhor lá fora, o ganho melhora para toda a cadeia, o que pode resultar em uma carne mais barata ou mais justa para o consumidor brasileiro”, explicou.
Viana também mencionou o comércio complementar com os Estados Unidos, que importa principalmente a carne magra brasileira. “Eles consomem muito hambúrguer. A carne deles, mais gordurosa, precisa da nossa para dar liga. Isso cria um equilíbrio comercial que favorece o Brasil.”
O presidente da Apex citou ainda a expansão do etanol de milho e seus derivados, como o DDG – Grãos Secos de Destilaria, um coproduto da indústria de etanol de milho, rico em proteína, fibra e gordura, utilizado para alimentação de aves e suínos. “Se mantivermos essa política e reduzirmos os tensionamentos políticos e ideológicos, o Brasil tem tudo para avançar ainda mais”, finalizou.



