A Copa do Mundo de 2026 começa, na prática, nesta sexta-feira (5). Às 14h (de Brasília), no Kennedy Center, em Washington, a FIFA realiza o sorteio que definirá os 12 grupos da maior edição da história do torneio, agora com 48 seleções e 39 dias de competição espalhados por Estados Unidos, México e Canadá.
Pela primeira vez, o formato inclui uma fase adicional: os 16 avos de final, antecedendo as tradicionais oitavas. O Brasil inicia o Mundial como cabeça de chave, o que garante que não enfrentará logo de início Argentina, França, Alemanha e outras potências. Ainda assim, existe possibilidade de um grupo complicado: a Croácia, por exemplo, algoz da Seleção em 2022, pode cruzar o caminho brasileiro já na primeira fase.
A definição será exclusivamente sobre os confrontos. Datas, horários e sedes dos jogos serão divulgados apenas no sábado. Para minimizar longos deslocamentos entre países e regiões, a FIFA elaborou um sistema de distribuição regionalizada dos grupos. A delegação brasileira já está nos EUA para visitas técnicas, ajustes logísticos e preparação de toda a estrutura da campanha rumo ao hexa.
Além da expectativa esportiva, o ambiente de superstição também ronda o Mundial. A última vez que o Brasil ficou 24 anos sem título foi justamente em 1994, edição sediada nos EUA e com partidas no México, exatamente como agora. Na cerimônia daquele ano, Luciano Pavarotti foi a grande atração. Em 2026, o responsável pelo momento musical será Andrea Bocelli.
A principal dúvida da Seleção para 2026 é Neymar. Recuperando-se de três cirurgias e ainda sem atuar há mais de um ano, o camisa 10 só será convocado se estiver em plena forma. O técnico já deixou claro: não haverá espaço para jogadores que não estejam 100%.
Enquanto o mundo aguarda o sorteio, o Brasil aguarda também uma resposta: Neymar estará pronto?



