CAOS EM TERRA
Passageiros denunciam falta de atendimento da Gol após mais de 6 horas de atraso no Aeroporto Marechal Rondon
Da Redação
Passageiros de voos da Gol Linhas Aéreas enfrentaram mais de seis horas de atraso e alegam ter recebido negativa de atendimento por parte da companhia no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, na tarde e noite desta terça-feira (10).
Um dos casos, o voo para São Paulo, inicialmente programado para decolar às 16h55, foi remarcado para as 20h sob justificativa de condições meteorológicas. Mesmo assim, após o novo embarque, todos permaneceram dentro da aeronave por cerca de 1h35 até serem informados pelo comandante de que sua equipe não conseguiria decolar o avião. Em seguida, os passageiros foram orientados a desembarcar sem previsão de novo encaminhamento.
A passageira Vitória Ferreira relatou que ficou no aeroporto desde as 14h, seguindo a orientação de chegada com antecedência. Segundo ela, funcionários da Gol afirmaram que apenas passageiros que embarcariam em outro voo teriam direito a atendimento, deixando de fora aqueles que aguardavam desde o início do atraso.
“Colocaram a gente dentro da aeronave e ficamos 1h35 lá dentro para o comandante dizer que a equipe dele não era competente para decolar. Agora a Gol está negando atendimento para todos nós”, afirmou. Ela também criticou o fato de outras companhias, como Azul e Latam, terem cancelado ou ajustado seus voos com aviso direto aos passageiros, enquanto a Gol não teria dado o mesmo tratamento.
Vitória relatou ainda que há idosos entre os prejudicados e citou um episódio envolvendo uma criança que chorava durante a longa espera dentro da aeronave. “O comandante teve coragem de dizer que o desenho que eu coloquei para a criança estava incomodando, que ela teria que usar fone de ouvido. Mas ficar uma hora e meia trancado dentro da aeronave, para depois mandar todo mundo descer, isso não é incômodo?”, questionou.
A situação gerou tensão no saguão. De acordo com os passageiros, após insistência por informações e assistência, funcionários da empresa afirmaram que chamariam a polícia. Até a publicação desta matéria, a Gol não havia esclarecido se o voo seria reprogramado ou cancelado e tampouco respondeu às denúncias de negativa de atendimento.



