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CRIME NA GETÚLIO VARGAS

Delegados destacam abordagem policial e versão de legítima defesa em julgamento de investigador em Cuiabá

Da Redação

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Prossegue nesta terça-feira (16), no Fórum da Comarca de Cuiabá, o julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz, em abril de 2023, em uma conveniência de posto de combustível nas proximidades da Praça 8 de Abril. A sessão do Tribunal do Júri é presidida pela juíza Mônica Cataria Peri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal.

Mário Wilson responde por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

O delegado Guilherme Nascimento Fachinelli, ouvido como testemunha, afirmou que atuou como coordenador de Mário em ocasiões anteriores e que, no dia do crime, exercia a função de corregedor plantonista da Polícia Judiciária Civil. Segundo ele, sua atuação foi acionada em razão do envolvimento de um policial civil no episódio.

Questionado pela defesa, Fachinelli disse que, conforme apurado, a briga entre Mário e Thiago teria ocorrido em razão de uma disputa envolvendo uma arma de fogo. Ele explicou ainda procedimentos sobre registro e identificação de armamentos, ressaltando que armas funcionais são brasoadas e possuem certificação.

O delegado também destacou o histórico funcional de Mário, afirmando que o investigador sempre foi pontual, cumpridor de suas atribuições e que não havia registros de reclamações relacionadas a embriaguez em serviço.

Ao responder a questionamentos dos jurados, o delegado explicou que abordagens policiais a pessoas armadas visam neutralizar riscos iminentes. No entanto, ponderou que, no caso concreto, não havia elementos técnicos que caracterizassem uma situação típica de abordagem dentro da conveniência, limitando-se a responder dentro dos autos.

Já o delegado Guilherme Carvalho Bertoli, que foi a primeira autoridade policial a chegar ao local do crime, relatou que recebeu uma ligação de Mário por volta das 3h da madrugada. Segundo ele, o investigador teria dito: “Doutor, acabei de fazer uma besteira, o que eu faço?”. Bertoli orientou que Mário se apresentasse na delegacia e, em seguida, deslocou-se até a conveniência.

No local, o delegado constatou sinais de luta corporal e foi informado do óbito de Thiago Ruiz. Ele afirmou que comunicou o corregedor e orientou novamente Mário a se apresentar, informando que a vítima era policial militar – fato que, segundo Bertoli, teria causado surpresa ao acusado.

Durante o depoimento, Bertoli defendeu que o policial é agente público 24 horas por dia, mesmo fora do serviço. Em sua avaliação, Mário agiu dentro do que considerou permitido para uma abordagem, uma vez que o armamento visualizado não seria compatível com o padrão normalmente utilizado por policiais militares.

“O policial age para não se tornar vítima”, afirmou Bertoli, ao relatar que, na sua interpretação, houve reação a uma agressão injusta durante uma luta corporal. Para o delegado, o número de disparos efetuados estaria ligado ao instinto de sobrevivência. “O policial vai atuar quantas vezes forem necessárias”, declarou, acrescentando que não é possível determinar precisão ou local específico dos tiros em uma situação de confronto.

Ele também afirmou que, do ponto de vista técnico, os disparos atingiram regiões compatíveis com uma reação defensiva.

O julgamento prossegue com a oitiva de testemunhas e, posteriormente, com os debates entre acusação e defesa. A decisão final caberá ao Conselho de Sentença, formado por sete jurados, que irão decidir se o investigador será condenado ou absolvido.

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