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Veja como funcionava a quadrilha que fraudou licitações para eventos em Barra do Garças
Thalyta Amaral
A quadrilha que atuava em Barra do Garças (503 km a leste de Cuiabá) para fraudar licitações públicas para a realização de eventos tinha membros com funções bem definidas. O grupo foi alvo da Operação Cenário Montado Gyn, deflagrada nesta terça-feira (16) pela Polícia Civil.
Segundo as investigações, o líder da quadrilha é o empresário Adenir Pinto da Silva, que tinha uma empresa de realização de eventos e ainda coordenava as ações de, pelo menos, outras cinco empresas, que juntas superfaturavam os valores cobrados da Prefeitura de Barra do Garças para a realização de eventos.
Adenir, apesar de não ser formalmente proprietário da empresa Tay Comércio e Serviços Ltda, era o “representante” que ia à Secretaria Municipal de Finanças e à Procuradoria do Município para tratar de pagamentos destinados a esta empresa.
“(…) sendo o principal operador de empresas voltadas à prestação de serviços de forma irregular, afrontando ordens judiciais e burlando regramento/regulamentação administrativa. Estaria, inclusive, agindo de modo intimidativo e constrangedor contra servidores públicos em busca de pagamentos supostamente lhe devidos, tanto em nome de suas empresas como da empresa Tay”, diz trecho da decisão que autorizou a operação.
O filho de Adenir, Paulo Henrique de Freitas Pinto, era proprietário da empresa Signus Estruturas e Eventos Ltda, que era utilizada para a manutenção das atividades do grupo e foi aberta depois da Operação Cenário Montado I, em março deste ano, para continuar participando das licitações.
Também foi alvo Lucimar Teixeira da Silva, que mora em Goiás e administrava “informalmente” a empresa Tay Comércio e Serviços Ltda, “com condutas ilícitas consistentes na subcontratação de serviços contratados após licitação pública, terceirizando a responsabilidade contratual a empresas sancionadas judicialmente, inclusive com participação ativa de Adenir”.
A esposa de Lucimar, Tayara Felix Alves Cardoso, é a proprietária formal da Tay Comércio e Serviços Ltda e seria “testa de ferro” na manutenção da empresa de fachada utilizada nas fraudes.
Outro alvo foi Rodrigo Mendes Moreira, funcionário de Lucimar e Tayara na empresa Tay Comércio e Serviços, que “atua diretamente como representante da empresa na coordenação e fiscalização dos serviços subcontratados a terceiros”.
O esquema envolvia ainda os servidores públicos da Prefeitura de Barra do Garças Luciana Costa da Silva e Elcio Mendes da Silva. Enquanto Luciana adulterava relatórios sobre a prestação de serviços, Elcio tinha o trabalho de convencer o prefeito Dr. Adilson (União) a liberar recursos para a realização de eventos.



