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Hospital Central custará R$ 36 milhões por mês ao Estado, diz secretário de Saúde
Nickolly Vilela
O Hospital Central de Mato Grosso terá um custo mensal estimado de R$ 36 milhões aos cofres do Estado quando estiver em plena operação, afirmou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo. O valor corresponde ao contrato de gestão firmado com o Instituto Albert Einstein (IASC) e considera o funcionamento integral da unidade, previsto após a conclusão de todas as etapas de implantação.
“No momento full, esse hospital vai custar para o Estado aproximadamente R$ 36 milhões por mês”, declarou o secretário, ao detalhar os números do maior empreendimento hospitalar já executado pelo governo estadual.
Gilberto também apresentou um balanço dos investimentos realizados até agora para a implantação do Hospital Central. Segundo ele, os aportes somam cerca de R$ 540 milhões, considerando obras, infraestrutura, equipamentos e mobiliário. “São aproximadamente R$ 350 milhões em obras e infraestrutura e R$ 241 milhões em equipamentos, mobiliários e outros itens. Até o presente momento, investimos cerca de R$ 540 milhões”, explicou.
O secretário destacou que esse montante ainda pode crescer, já que o contrato de gestão prevê constante atualização tecnológica. “O nosso portfólio de investimento não para. Ele continua com o contrato que nós temos com o IASC, porque estamos sempre fazendo avaliação tecnológica e decidindo por novas aquisições”, afirmou.
Apesar do valor mensal elevado, Gilberto ressaltou que o custo não será imediato, uma vez que o hospital entra em funcionamento de forma gradual. “Como ele vai entrando em fases operacionais, esse custo vai sendo escalonado”, disse.
Segundo ele, mesmo antes da abertura oficial, a unidade já gera despesas operacionais. “Hoje já existe serviço de vigilância, limpeza, mais de 400 servidores contratados trabalhando aqui dentro e toda a área administrativa já está em funcionamento há mais de 90 dias”, pontuou.
Quando estiver totalmente operacional, o Hospital Central contará com uma estrutura robusta de pessoal. De acordo com o secretário, a unidade terá cerca de 270 servidores contratados diretamente pelo IASC, além de equipes administrativas, médicas e de apoio, todas submetidas a padrões de gestão e qualidade definidos em contrato. “A regra é não ter política inferior àquela que nós praticamos na Secretaria ou nos nossos hospitais”, afirmou.
O Hospital Central é tratado pelo governo como uma unidade estratégica para reorganizar a rede pública de saúde em Mato Grosso, absorvendo serviços de alta complexidade e reduzindo a pressão sobre outras unidades, como a Santa Casa. O custo mensal, segundo a Secretaria de Saúde, reflete o porte do hospital, o modelo de gestão adotado e a expectativa de atendimento em escala estadual.



