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REFERÊNCIA EM SAÚDE

Hospital Central encerra 34 anos de abandono e coloca Mato Grosso no mapa da alta complexidade

Nickolly Vilela

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O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso chega à fase final de implantação como um dos maiores marcos da saúde pública estadual, reunindo estrutura de ponta, investimento superior a R$ 540 milhões e um modelo de gestão considerado padrão ouro. Para o governador Mauro Mendes, a entrega do hospital encerra um ciclo de mais de três décadas de abandono e inaugura uma nova referência de qualidade no serviço público. Já para o presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Sidnei Klajner, a unidade coloca Mato Grosso no mapa nacional da alta complexidade.

“Para mim, e tenho certeza para todos nós mato-grossenses, hoje é um dia muito importante na história do nosso Estado”, afirmou Mauro Mendes, ao lembrar que a obra ficou 34 anos paralisada.

Segundo ele, o prédio abandonado simbolizava um erro histórico da administração pública. “Era um desrespeito ao dinheiro público, às leis do país e à Constituição. Durante anos, esse prédio representou tudo aquilo que não deveria existir na administração pública”, disse.

O governador destacou que a retomada do projeto só foi possível após a reorganização financeira do Estado. “O passo primeiro e fundamental foi construir o equilíbrio fiscal e criar capacidade para o Estado de Mato Grosso investir”, afirmou.

Esse ajuste, segundo ele, permitiu investimentos simultâneos em diversas áreas. “Hoje temos investimentos acontecendo em todas as áreas da administração pública. Na saúde, são seis grandes hospitais sendo construídos e todas as unidades sendo reformadas com profundidade e qualidade.”

O Hospital Central teve o projeto completamente reformulado. A área construída passou de 9 mil para 32 mil metros quadrados. “Ali, em 2019, decidimos fazer aqui o maior e o melhor hospital do Estado de Mato Grosso”, relembrou Mauro Mendes.

Para o governador, o diferencial vai além da estrutura física. “Nós teremos aqui o melhor hospital público do Brasil, talvez ao lado dos melhores hospitais privados do país”, afirmou. Ele ressaltou que a ativação será gradual. “Ativação não é da noite para o dia. É um processo faseado, ajustando engrenagens”, explicou, projetando plena capacidade no primeiro semestre de 2026.

Do lado da gestão, Sidnei Klajner, presidente do Einstein, afirmou que o Hospital Central nasce com vocação clara para a alta complexidade. “O Einstein tem desde a sua fundação um tino para alta complexidade, baseado em protocolos, qualidade assistencial, segurança do paciente, experiência, eficiência e custo-efetividade”, disse.

Segundo Klajner, a gestão de um equipamento público permite ampliar o acesso da população a procedimentos sofisticados. “Ao assumir a gestão de um hospital público, é possível melhorar a eficiência, aumentar o giro de leitos e priorizar o acesso da população a uma medicina de alta complexidade pautada por inovação e tecnologia”, afirmou. Para ele, a unidade é um marco. “Esse é o primeiro hospital de alta complexidade do Estado de Mato Grosso, e tenho certeza absoluta de que ele vai entregar aquilo que a população precisa quando o cuidado exige alta complexidade.”

O presidente do Einstein destacou que o modelo adotado em Mato Grosso replica a experiência acumulada pela instituição em mais de duas décadas de gestão pública. “Tudo o que é baseado em protocolo e experiência vivida pelo Einstein ao longo desses anos será trazido para cá. O que teremos aqui é padrão ouro de gestão hospitalar”, disse.

A estrutura do hospital que foi inaugurado nesta sexta-feira (19) inclui 287 leitos, UTIs pediátrica e adulta, centro cirúrgico com 10 salas, sala híbrida, cirurgia robótica, duas ressonâncias magnéticas, dois tomógrafos e hemodinâmica. “É uma infraestrutura robusta e potente para justificar os números assistenciais previstos”, explicou Klajner.

A operação começa de forma gradual a partir de janeiro. “Pretendemos iniciar a operação em 19 de janeiro, ainda sem capacidade total, e atingir plena operação em três ou quatro meses”, afirmou. Quando estiver em funcionamento pleno, o hospital deve contar com cerca de 2 mil colaboradores. “Esse treinamento inicial é fundamental para que a operação atinja maturidade e qualidade plena”, destacou.

Klajner também ressaltou o modelo de contratação. “Trazemos lideranças para implantar a cultura Einstein, mas priorizamos a contratação de mão de obra local, para entender as necessidades do paciente e do profissional de saúde de Mato Grosso”, disse. Segundo ele, há mais de 8 mil inscrições em andamento para as vagas.

Sobre o padrão de qualidade, foi direto: “É o mesmo padrão encontrado em hospitais de primeiro mundo. A impressão é de entrar em um dos melhores hospitais do mundo, e tenho certeza de que ele vai funcionar dessa maneira.”

Mauro Mendes concluiu reforçando o legado do projeto. “Muito mais do que construir um hospital, estamos criando uma nova referência de qualidade no serviço público de saúde”, afirmou. Para ele, o Hospital Central ficará marcado na história do Estado. “Tenho absoluta convicção de que isso aqui vai entrar para a história como referência de saúde, qualidade e serviço público melhor.”

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