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ECONOMICIDADE E EFICIÊNCIA

Mendes defende repassar gestão da maioria dos hospitais e manter apenas dois com o Estado

Nickolly Vilela

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O Governo de Mato Grosso pretende transferir a maior parte da administração dos hospitais estaduais para a iniciativa privada, mantendo sob gestão direta do Estado apenas duas unidades. A diretriz foi anunciada pelo governador Mauro Mendes, que defende uma mudança estrutural no modelo de gestão da saúde pública como estratégia para aumentar a eficiência, reduzir custos e ampliar o volume de atendimentos à população.

Segundo o governador, a prioridade da gestão não está apenas na entrega de prédios novos, mas na forma como os serviços serão administrados. “A grande mudança na saúde não serão as obras físicas. Elas são importantes, mas a grande obra vai ser a transformação do modelo de gestão, para melhorar a eficiência da aplicação do dinheiro público e os resultados entregues ao cidadão”, afirmou durante inauguração do Hospital Central.

Mendes contextualizou que o planejamento começou ainda no primeiro mandato, mas foi impactado por fatores externos. Ele lembrou que 2019 foi marcado pelo ajuste fiscal, necessário para recuperar a capacidade de investimento do Estado, enquanto os dois anos seguintes foram consumidos pela pandemia da Covid-19. “Foram quase dois anos com grande parte da nossa energia direcionada para enfrentar a pandemia”, disse.

A partir de 2022, segundo ele, o governo passou a estruturar um novo modelo para a saúde, cujos resultados começam a aparecer agora, em 2025, e devem se consolidar em 2026.

O governador afirmou que a contratação de Organizações Sociais de Saúde (OSS) é um caminho sem volta. “Temos clareza de que caminhar para a contratação de organizações sociais é fundamental”, declarou.

Como exemplo, citou a experiência em Cáceres, onde o Estado é responsável por dois hospitais que somam mais de 300 leitos, a maior estrutura hospitalar sob gestão estadual.

De acordo com Mauro Mendes, o governo fez um levantamento do custo médio anual dessas unidades e lançou uma licitação com metas mais rigorosas.

“Pegamos o custo médio de um ano, demos 9% de desconto e aumentamos em 30% o volume de serviços a serem prestados”, explicou.

O resultado, segundo ele, foi expressivo. “Uma OSS com grande know-how venceu oferecendo 35% a mais de serviços, custando 9% a menos do que o Estado gastava”, afirmou.

Para o governador, o modelo comprova que a parceria com o setor privado pode gerar ganhos concretos. “Isso mostra que buscar parceiros privados e o Estado se especializar em controle e avaliação é o melhor caminho”, disse. Ele destacou que a função do governo deve se concentrar na fiscalização, no monitoramento de metas e na avaliação de resultados.

Dentro desse planejamento, Mauro Mendes revelou que apenas dois hospitais permanecerão sob administração direta do Estado. “Pelo planejamento que nós fizemos, ficaríamos apenas com dois hospitais sob nossa responsabilidade: o de Sorriso e o de Rondonópolis”, afirmou. Todos os demais, segundo ele, deverão ser gerenciados por OSS ou por outros modelos de contratação que envolvam a iniciativa privada.

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