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“Saúde não é um gerenciador do patrimônio histórico”, diz Mendes sobre a Santa Casa

Nickolly Vilela

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O governador Mauro Mendes afirmou que a Secretaria de Estado de Saúde tem como missão central prestar atendimento à população, e não administrar patrimônio histórico, ao comentar o futuro da Santa Casa de Cuiabá, que deve encerrar as atividades sob gestão estadual. Segundo ele, a decisão segue critérios técnicos e está baseada na ampliação da capacidade assistencial da rede pública, especialmente com a entrada em funcionamento do Hospital Central.

“A Secretaria de Saúde tem como fim específico e maior prestar serviço de saúde. Ela não é um gerenciador do patrimônio histórico”, declarou o governador. Mendes reconheceu a importância histórica da Santa Casa, mas frisou que o governo precisa priorizar resultados concretos na assistência. “O prédio tem sua importância, a Santa Casa teve a sua importância, mas o governo toma decisões técnicas”, afirmou.

Ao justificar a posição, Mauro Mendes fez críticas a gestões anteriores e ao que classificou como decisões políticas sem embasamento. “Decisões políticas baseadas em achismo foi o que afundou esse Estado durante muitos anos. Foi o que nos levou à beira do caos”, disse. Ele lembrou que, antes da requisição administrativa pelo Estado, a Santa Casa chegou a fechar as portas. “Foi por isso que a Santa Casa fechou sob a administração da prefeitura e ficou dois meses sem pagar servidor e fornecedor”, pontuou.

O governador afirmou que a atual gestão adotou como regra a tomada de decisões fundamentadas em estudos técnicos e evidências. “Nossa administração tem um caráter de tomar decisões técnicas, baseadas em análise e evidência”, disse. Segundo ele, o governo já demonstrou que os serviços hoje realizados na Santa Casa serão absorvidos pela nova rede, com ganho de escala e qualidade. “Grande parte dos serviços que são ou foram prestados lá serão prestados aqui em qualidade e quantidade muito maior”, afirmou.

Mendes reforçou que a capacidade assistencial será significativamente ampliada. “O que nós vamos fazer aqui é quase o dobro do que nós fazemos lá”, declarou, ao citar a estrutura do Hospital Central e a reorganização da rede estadual. Para ele, isso elimina a necessidade de manter a atual configuração da Santa Casa. “Não há uma justificativa objetiva para manter esse modelo”, disse.

Apesar disso, o governador afirmou que o Estado avalia alternativas para o futuro do prédio, mas sem antecipar decisões. “Estamos estudando alguma alternativa, mas o governo não antecipa e não faz especulação antes de ter certeza e clareza da melhor alternativa”, explicou. Ele ressaltou que o processo envolve variáveis que nem sempre estão sob controle do Executivo. “Não é só vontade do governador, do secretário ou do vice-governador”, afirmou.

Mauro Mendes também lembrou que decisões estratégicas exigem discrição para evitar pressões externas. “Quando decidimos reiniciar o Hospital Central, fizemos muitos estudos antes e ninguém ficou sabendo”, contou. Segundo ele, a exposição precoce poderia gerar especulações e opiniões sem base técnica. “Eu vi gente dizendo que o prédio tinha que ser demolido, que estava condenado. O governo não pode se pautar por isso”, afirmou.

Ao concluir, o governador reforçou que a condução da política de saúde seguirá critérios técnicos, mesmo diante de críticas. “Respeito as opiniões, mas tomamos decisões baseadas em estudos mais profundos, que vão além das opiniões das pessoas — inclusive das nossas próprias”, finalizou.

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