ÂNIMOS ACIRRADOS
Retrospectiva jurídica: júri em Cuiabá escancarou embate entre magistratura e advocacia
Da Redação
Um dos casos mais emblemáticos da retrospectiva do mundo jurídico ocorreu em 15 de dezembro, durante o Tribunal do Júri realizado no Fórum da Comarca de Cuiabá. A confusão terminou com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acionado.
Na ocasião, foi a julgamento o investigador da Polícia Civil, Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz. O crime aconteceu em abril de 2023, em uma conveniência de posto de combustível nas proximidades da Praça 8 de Abril, na capital mato-grossense.
Presidida pela juíza Mônica Cataria Perri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal, a sessão ganhou destaque não apenas pelo mérito do processo, mas também pelos embates ocorridos em plenário. Durante o júri, o advogado Cláudio Dalledone Junior acusou a magistrada de abuso de autoridade na condução dos trabalhos, o que gerou forte reação no meio jurídico. após inúmeras intervenções e discussões, a magistrada chegou a declarar que ‘se danem’ os representantes da seccional Mato Grosso que estavam assistindo ao julgamento.
O episódio evidenciou o clima de tensão entre defesa e magistratura, reacendendo o debate sobre prerrogativas da advocacia, limites da atuação judicial e o equilíbrio necessário para garantir um julgamento justo.
Atendendo a um pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (TJMT), nova audiência foi designada para 12 de maio de 2026.



